Dicas para aliviar os sintomas da ressaca

Recomendações de hidratação, alimentação e cuidados essenciais para uma recuperação rápida

Crédito: Divulgação

A ressaca é um fenômeno comum após o consumo excessivo de álcool, trazendo desconfortos como dor de cabeça, náuseas, cansaço e desidratação. No entanto, algumas medidas simples podem ajudar a amenizar esses sintomas no dia seguinte.

Manter uma boa hidratação com líquidos não alcoólicos é essencial. Bebidas como água, água de coco e sucos são recomendadas para repor os fluidos perdidos. Além disso, optar por uma alimentação leve e rica em nutrientes, com a inclusão de verduras, legumes e frutas, pode facilitar a digestão e contribuir para a recuperação do organismo. Por outro lado, é aconselhável evitar frituras e alimentos ultraprocessados, que contêm substâncias químicas que podem agravar os sintomas.

Conforme afirma a gastroenterologista Débora Poli, do Hospital Sírio-Libanês, cada vez mais profissionais da saúde se conscientizam sobre os possíveis efeitos adversos de chás e ervas naturais. Embora esses produtos sejam frequentemente vistos como soluções naturais, sua eficácia e segurança não são garantidas. Além disso, medicamentos sem prescrição médica podem ajudar a aliviar sintomas específicos como dores de cabeça e náuseas. No entanto, Poli alerta que não existem soluções milagrosas para reverter os efeitos do consumo excessivo de álcool e alimentos.

A ressaca ocorre devido à intoxicação pelo álcool, sendo que não existe uma quantidade segura para evitá-la. A metabolização do álcool ocorre principalmente no fígado através das enzimas álcool-desidrogenase (ADH) e aldeído-desidrogenase (ALDH). O acetaldeído, um subproduto dessa metabolização, é altamente tóxico e está relacionado aos principais sintomas da ressaca.

Fatores como peso corporal, sexo e genética influenciam a velocidade de metabolização do álcool. Estudos indicam que mulheres e jovens adultos tendem a apresentar sintomas mais intensos. Isso ocorre porque a metabolização do álcool é afetada por diferenças biológicas e comportamentais entre os indivíduos.

Embora seja um mito comum acreditar que beber água durante ou após o consumo de álcool previna a ressaca, estudos demonstram que a desidratação não é o principal responsável pelos sintomas. No entanto, consumir alimentos ricos em carboidratos durante a ingestão alcoólica pode ajudar a retardar a absorção do álcool.

A quantidade total de álcool consumido é o fator determinante na gravidade da ressaca. Não há bebida específica que cause mais ou menos ressaca; o problema reside na quantidade ingerida. As bebidas destiladas apresentam um teor alcoólico mais elevado (entre 35% a 50%), enquanto as cervejas variam de 3% a 12%, dependendo do tipo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta que não há um nível seguro para o consumo de álcool. Beber com o estômago vazio pode acelerar a absorção do álcool e aumentar os riscos associados ao seu consumo.

Portanto, recomenda-se consumir líquidos não alcoólicos durante as festividades para mitigar os efeitos da ressaca no dia seguinte. Apesar de algumas pessoas optarem pela automedicação para tratar os sintomas da ressaca, isso deve ser feito com cautela, pois medicamentos vendidos sem receita também podem ter efeitos colaterais indesejados.

Por fim, especialistas reiteram a importância de cuidados em relação ao consumo de álcool para evitar complicações mais sérias à saúde.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 01/01/2025
  • Fonte: Fever