Diadema realiza ação preventiva contra a Febre Maculosa

Técnicos colhem amostras de sangue de cães para monitorar a bactéria transmissora da doença

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A Prefeitura de Diadema realiza ação para prevenir a transmissão da Febre Maculosa na cidade. Para isso, desde o dia 25 de agosto, equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estão recolhendo amostras de sangue de cães do bairro Sítio Joaninha para descobrir se os animais estão tendo contato com a bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da doença.

A transmissão, porém, acontece pela picada do carrapato, da espécie Amblyomma aureolatum, presente na região. Foram colhidas aproximadamente 210 amostras. No bairro, o número de cães chega a 350. A região da mata, onde há maior risco de contrair a doença, compreende o Sítio Joaninha, além de Rua Iguaçu, Estrada Maria Cristina, Jardim Marajá, Praia Vermelha, Olaria, Caju e Santa Fé, e totaliza cerca de dois mil animais.

O próximo passo é encaminhar as amostras para análise no Laboratório de Zoonoses de São Paulo/ Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) para conclusão do inquérito sorológico. Nele, o soro do sangue é analisado para detectar a presença de anticorpos para a bactéria. O resultado fica pronto dentro de dois meses.

“Através dos resultados positivos, poderemos mapear a área onde está havendo a circulação da Riquétsia e, portanto, onde há o risco das pessoas contraírem a doença. Sabendo onde há o risco, podemos orientar os médicos a suspeitarem dos casos e os moradores quanto à prevenção, principalmente nos cuidados com os seus cães e gatos”, explica a médica veterinária do Serviço de Epidemiologia e Controle de Doenças (ECD), da Coordenadoria de Vigilância à Saúde, Milena Camara.

DOENÇA
A febre maculosa é uma infecção aguda causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. Os principais sintomas são febre alta – 39 ou 40 graus – dores de cabeça, no corpo, garganta ou abdômen, manchas vermelhas na pele, urina escura, alterações respiratórias. Ao apresentar os sinais, procure o serviço de saúde e informe ao médico que teve contato com o carrapato ou vive em área de transmissão.

CASOS
O último caso confirmado da doença em moradores de Diadema foi no ano passado. De acordo com a ECD, na última década, nove pessoas contraíram a doença, dessas cinco vieram a óbito.

 “Embora o número de casos seja pequeno, a letalidade é alta. Por isso é importante realizar esta ação. Ao sabermos se a bactéria está presente, podemos direcionar as ações preventivas”, afirma a médica veterinária do CCZ, Carla Cruz.

CUIDADOS
Como a febre maculosa é transmitida pelo carrapato infectado pela bactéria, é importante interromper esse ciclo, ou seja, não deixar que a pessoa ou o animal de estimação fiquem expostos ao carrapato. Alguns cuidados podem ajudar a prevenir a doença. São eles:
– Não deixar os cães saírem sozinhos à rua, porque eles podem ir para a mata;
– Se a casa é dentro da área de mata, manter sempre os cães com coleira contra carrapatos dentro da data de validade;
– Sempre verificar se cães e gatos estão com carrapatos. Se tiver, tirar com pinça (nunca com as mãos nuas) e entregar na UBS de referência com nome e endereço. Isso possibilita identificação do carrapato no CCZ;
– Os gatos, se forem castrados desde cedo, não pegarão o hábito de sair, consequentemente, não trarão carrapatos da mata para dentro de casa.

SERVIÇO:
Centro de Controle de Zoonoses
Rua Ipoá, 40 – Jardim Inamar.
Tel.: 0800 7710963.
Atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 30/09/2014
  • Fonte: FERVER