Diadema: População precisa estar atenta à dengue
Reservatórios, tonéis e caixas d’água mal cobertas são os principais criadouros do mosquito transmissor da doença em Diadema
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 09/01/2014
- Autor: Redação
- Fonte: MIS Experience
O verão reúne chuvas e calor, fatores que facilitam a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Por isso, a atenção precisa ser redobrada nessa época e a população e a Prefeitura precisam juntas adotar medidas para evitar o risco da doença.
A Coordenadoria de Vigilância à Saúde orienta que os moradores evitem água parada em locais que possam se tornar criadouros do mosquito. É importante manter as caixas d’água vedadas; lavar, semanalmente, pratos de plantas e bebedouros com bucha e sabão para eliminar os ovos do Aedes aegypti; retirar água acumulada de obras e lajes; garrafas devem ficar viradas com a boca para baixo e pneus que não estejam sendo utilizados devem ficar em locais cobertos ou que não possibilitem a entrada de água de chuva.
A DOENÇA
A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti e apresenta sintomas semelhantes aos do começo de uma gripe, ou seja, febre e dor de cabeça, no corpo, em articulações e atrás dos olhos, fraqueza e falta de apetite. Em alguns casos, o doente pode apresentar manchas pelo corpo, náuseas, vômitos e sangramentos.
A responsável pela Coordenadoria de Vigilância à Saúde, Ester Dainovskas, explica que é preciso a população ficar atenta para evitar a doença no verão. “Questões relativas ao clima, como o calor intenso, e ao grande trânsito de pessoas que viajam nessa época para locais com a dengue e voltam infectadas também favorecem a ocorrência da doença na cidade”. Ela não é transmitida de pessoa para pessoa. É preciso que o mosquito pique uma pessoa infectada e, uma vez contaminado, o vetor transmite a doença por toda vida.
Em 2013, a cidade registrou 81 casos, sendo 50 infectados no município e 31 em locais fora de Diadema. Em qualquer suspeita, a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS), tomar bastante líquido, repousar e não fazer uso de medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (AAS).
TRABALHO CONTÍNUO
Durante todo o ano, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza ações educativas e vistorias em imóveis residenciais e comerciais da cidade. Quando há algum caso suspeito, o médico que atendeu o paciente notifica o Serviço de Epidemiologia e Controle de Doenças (ECD) que dará sequência às ações de controle do mosquito na área de provável infecção e/ou moradia do doente, além de fazer a busca ativa de novos casos.