Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra em Santo André
Data destaca papel de Tereza de Benguela e mesa de palestrantes aborda os desafios desta população na próxima sexta-feira (25)
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 23/07/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A trajetória da mulher negra é marcada por muitos desafios, que englobam, além da discriminação por gênero, o preconceito por raça. Por isso, a Prefeitura de Santo André, por intermédio das secretarias de Direitos Humanos e Cultura de Paz (Assessoria de Políticas Públicas para Igualdade Racial) e de Política para Mulheres, aderiu à sanção da presidenta de República Dilma Rousseff e incluiu em seu calendário oficial 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, data que marca a luta e resistência dessas mulheres bem como a sua valorização.
Na próxima sexta-feira (25), às 18h, está programado o café filosófico com a apresentação cultural da cantora Janaína Monteiro. Em seguida, às 19h, uma mesa com palestrantes será desenvolvida com temas variados: a médica cubana Pilar Edmee Palomo Pozo aborda A experiência das mulheres cubanas e os desafios, a psicóloga Maria Vitória Paiva comenta A solidão da mulher negra, e a mestre em ciência da religião Eliad Dias dos Santos arremata com A questão da mulher negra “pura beleza”. Os dois eventos acontecerão no Auditório Heleny Guariba, ao lado do Teatro Municipal. No saguão, até segunda-feira (28), pode-se visitar ainda a exposição de fotos Mulheres Negras.
Diferentemente da abrangência do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, a próxima sexta-feira, 25 de julho, não será feriado. A data passará a vigorar como forma de denúncia do racismo, discriminação e desigualdades sociais e marcar, principalmente, a necessidade de articulação das mulheres negras.
“O respeito precisa se tornar um conceito inerente a nossa cultura”, salienta o secretário de Direitos Humanos e Cultura de Paz de Santo André, João Avamileno. A secretária de Políticas para Mulheres, Silmara Conchão, acrescenta: “Uma sociedade livre, justa e solidária não tem espaço para qualquer tipo de preconceito”.
TEREZA DE BENGUELA – A figura de Tereza de Benguela encabeça as celebrações do dia 25 de julho, porque, a mulher de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho ou Quariterê, em Guaporé, próximo à fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, estava sob a liderança da Rainha Tereza. Ela comandou a sua estrutura política, econômica e administrativa e manteve um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou resgatadas de vilas nas proximidades. Eles desenvolviam agricultura de algodão e produziam tecidos vendidos fora dos quilombos As comunidades negra e indígena resistiram à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até meados do ano de 1770. No dia 2 de junho de 2014, por meio da Lei 12.987, foi instituído no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, a ser celebrado no dia 25 de julho.
PANORAMA DE SANTO ANDRÉ – No município, um terço dos aproximadamente 700 mil habitantes é composto pela população negra, segundo o IBGE, Censo Demográfico de 2010. Ainda de acordo com a estimativa, as mulheres representam um pouco mais da metade desses cerca de 185 mil negros de Santo André.
SERVIÇO
Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra
Data: nesta sexta-feira (25)
Horário: início às 18h, show da cantora Janaína Monteiro, seguida de mesa de palestrantes
Local: Auditório Heleny Guariba (Praça IV Centenário, s/nº – Centro)