28 de maio: Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna
A importância do pré-natal e cuidados adequados para mães e bebês em gestação de risco
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A mortalidade materna, definida como o falecimento de uma mulher durante a gestação, no parto ou até 42 dias após o nascimento, é um assunto que requer atenção e ação imediata. Para conscientizar a sociedade sobre a relevância desse tema, celebra-se nesta quarta-feira, 28 de maio, o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna. A data visa promover discussões e fomentar políticas públicas que assegurem cuidados adequados para mães e recém-nascidos.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), houve um aumento significativo no acesso a cuidados pré-natais entre 2000 e 2023, com um crescimento de 21%. Além disso, o número de partos assistidos por profissionais qualificados subiu 25%, enquanto os cuidados pós-natais aumentaram em 15%. Esses indicadores revelam um progresso notável em diversas nações, incluindo o Brasil, na luta contra a mortalidade materna.
A OMS estima que cerca de 260 mil mulheres percam suas vidas anualmente devido a complicações relacionadas à gravidez ou ao parto, sendo que muitas dessas fatalidades poderiam ser evitadas com assistência médica adequada durante a gestação.
A avaliação das gestações de alto risco abrange mulheres com condições médicas pré-existentes ou que surgem durante a gravidez. Essas condições incluem hipertensão arterial, diabetes, doenças autoimunes e infecções crônicas. As mulheres nessas situações devem consultar seus especialistas antes mesmo de interromper métodos contraceptivos para que possam planejar adequadamente a gestação com acompanhamento médico apropriado.
Para aquelas com histórico obstétrico complicado, como hipertensão ou abortos recorrentes, um acompanhamento mais rigoroso é recomendado. Em situações onde surgem novos problemas durante a gestação, como diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia, as mulheres devem ser reavaliadas pelo obstetra para que se tome as medidas necessárias para preservar tanto sua saúde quanto a do feto.
O pré-natal rigoroso pode demandar mais consultas do que as seis mínimas recomendadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por exemplo, mulheres diabéticas podem precisar de consultas mensais mais frequentes para monitoramento adequado.