Dia do Quadrinho Nacional é celebrado nesta sexta (30)

Bibliotecária indica HQs essenciais para o Dia do Quadrinho Nacional

Crédito: Freepik

Celebrado anualmente em 30 de janeiro, o Dia do Quadrinho Nacional homenageia a estreia de “As Aventuras de Nhô-Quim”, de Angelo Agostini, lançada em 1869. Mais do que uma efeméride, a data destaca o Brasil como um polo criativo de destaque mundial, capaz de traduzir identidades complexas e temas universais através da nona arte.

O Valor Pedagógico das HQs

Embora ainda sofram com o preconceito de serem um gênero “menor”, os quadrinhos são aliados fundamentais na formação de novos leitores. Aline Souza Silva Santos, bibliotecária do Brazilian International School (BIS), ressalta que a combinação entre texto e imagem facilita o contato inicial com a literatura, tornando a leitura acessível e prazerosa desde cedo.

“Os quadrinhos não substituem outros gêneros; eles dialogam com todos. Auxiliam na compreensão de narrativas complexas, trabalham emoções e provocam reflexões sobre ética e sociedade”, explica Aline.

Indicações de Quadrinhos Nacionais para conhecer

Para quem deseja explorar a força da produção brasileira, a bibliotecária Aline Souza selecionou 12 títulos que passeiam do clássico infantil ao drama adulto:

Históricos e Sociais

  • Angola Janga (Marcelo D’Salete): Vencedora do Jabuti, narra a resistência de Palmares contra a escravidão. (16 anos)
  • Castanha do Pará (Gildati Jr): Fábula urbana ambientada no mercado Ver-o-Peso sobre a realidade de crianças de rua. (12 anos)
  • Tungstênio (Marcello Quintanilha): Suspense em Salvador que conecta as vidas de um policial, um traficante e um ex-sargento. (12 anos)

Adaptações e Literatura

  • Dois Irmãos (Fábio Moon e Gabriel Bá): Adaptação magistral da obra de Milton Hatoum, explorando os conflitos de gêmeos em Manaus. (18 anos)
  • Estórias Gerais (Wellington Srbek e Flavio Colin): Clássico do sertão mineiro da década de 20, entre coronéis e jagunços. (16 anos)

Humor, Sátira e Filosofia

  • Manual do Minotauro (Laerte): Fase inovadora da artista, trocando o humor tradicional por reflexões metafísicas e poéticas. (16 anos)
  • Todo Bob Cuspe (Angeli): O ícone punk da revista Chiclete com Banana contra a hipocrisia dos anos 80. (16 anos)
  • Esta é a verdadeira história do paraíso (Millôr Fernandes): Sátira afiada sobre o Gênesis bíblico com participação de artistas contemporâneos. (14 anos)

Drama e Terror

  • Cachalote (Daniel Galera e Rafael Coutinho): Mosaico de tramas entre o realismo e o fantástico sobre arte, afeto e perdas. (16 anos)
  • Lavagem (Shiko): Terror visceral em um manguezal, onde a “lavagem” da alma se mistura à sobrevivência brutal. (18 anos)

Para os Pequenos (e eternas crianças)

  • O Menino Maluquinho (Ziraldo): A obra-prima que concentra a essência da infância criativa e livre. (10 anos)
  • Superalmanaque Turma da Mônica (Mauricio de Sousa): O universo clássico que alfabetizou gerações com diversão e cultura popular. (8 anos)
  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 30/01/2026
  • Fonte: Fever