Devendo fiança à Lava Jato, Vaccarezza cria ‘vaquinha’ para sua campanha

Após cinco dias custodiado, Vaccarezza foi solto pelo juiz Moro, que considerou problemas de saúde alegados pelo ex-deputado e impôs medidas cautelares.

Crédito: Reprodução

Em 22 de agosto de 2017, Moro determinou a “proibição do exercício de cargo ou função pública na Administração Pública direta ou indireta, o compromisso de comparecimento a todos os atos do processo, a proibição de deixar o país, com a entrega do passaporte a este Juízo em 48 horas, a proibição de contatos com os demais investigados, salvo familiares, e a proibição de mudança de endereço sem autorização do Juízo”.

Ao soltar o ex-deputado, o Sérgio Moro também estipulou uma fiança de R$ 1,5 milhão. Em março deste ano, o Ministério Público Federal requereu ao magistrado que concedesse um prazo de cinco dias para que o deputado pagasse o montante. A força-tarefa da Operação Lava Jato solicitou que, caso não houvesse pagamento, Vaccarezza fosse colocado em prisão domiciliar “considerando o estado de saúde do investigado”.

Em maio deste ano, Moro registrou em um despacho que decidiria sobre a fiança de Vaccarezza. Até o momento, o processo da Lava Jato não registrou o pagamento da fiança do ex-deputado.

Quando foi solto por Moro, ele afirmou que havia pedido afastamento do cargo de presidente estadual do Avante. “A defesa de Cândido Vaccarezza informa, por meio de nota, que ele apresentou, nesta data, ao presidente do Avante, seu pedido de afastamento da função de presidente do Diretório Estadual do partido em São Paulo. A decisão permitirá que ele se dedique exclusivamente ao seu tratamento de saúde e a sua defesa”, informou a defesa na época.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 27/07/2018
  • Fonte: FERVER