Desmatamento no Cerrado e Amazônia apresenta queda em 2025

Em 2025, o desmatamento no Cerrado caiu 9,2% e na Amazônia 8,7%, mas Mato Grosso ainda lidera os índices alarmantes de desmatamento

Crédito: Alex Ferro/COP30

Em 2025, o Cerrado registrou uma diminuição significativa no desmatamento, totalizando 5.357 km², o que representa uma redução de 9,2% em relação ao ano anterior. Este é o segundo ano consecutivo de queda nas taxas de desmatamento na região. Os estados do Maranhão, Tocantins e Piauí foram os mais afetados, com alertas concentrados na área do Matopiba, uma região conhecida pela expansão agrícola.

Na Amazônia, os dados indicam uma tendência semelhante. Os alertas de desmatamento diminuíram cerca de 8,7%, passando de 4.183 km² em 2024 para 3.817 km² em 2025. Este resultado marca o terceiro ano consecutivo de redução no bioma amazônico, onde os números já haviam caído para 5.156 km² em 2023.

Desmatamento no Cerrado e Amazônia cai em 2025, mas desafios climáticos persistem

Desmatamento
Arquivo/Agência Brasil

Os impactos climáticos continuam a afetar quase dois milhões de pessoas anualmente na Amazônia, refletindo a necessidade urgente de medidas mais eficazes contra o desmatamento.

Quando analisado o ranking por estado dentro da Amazônia, Mato Grosso destacou-se como o maior responsável pelo desmatamento, com 1.497 km², representando quase metade do total da área desmatada no bioma em 2025. Esse número é considerado o terceiro maior desde o início da série histórica em 2015 e mostra um aumento alarmante de quase 60% em comparação com 2024.

O Pará e o Amazonas também figuram entre os estados com maiores áreas sob alerta, apresentando registros de 979 km² e 721 km² respectivamente. Entretanto, ambos os estados mostraram melhorias anuais: uma redução de 36% no Pará e de 9% no Amazonas.

No Cerrado, além dos já mencionados Maranhão (1.190 km²), Tocantins (1.133 km²) e Piauí (1.005 km²), a redução nos alertas de desmatamento foi atribuída pelo Ministério do Meio Ambiente ao fortalecimento das ações de fiscalização e controle nas áreas prioritárias. Após as queimadas recordes registradas em 2024, o governo federal intensificou sua atuação nessas regiões, contribuindo para a queda nos índices de desmatamento, embora ainda considerados elevados.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 09/01/2026
  • Fonte: Secult PMSCS