Designer Ricardo Lorente retoma trabalho com óculos artesanais no ABC

Além das peças exclusivas, o serviço também atrai pelo atendimento diferenciado e processo de montagem curioso

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Há muito tempo os óculos deixaram de ser um acessório de correção da visão para ganhar o status de item de moda. Versáteis e atemporais, cruzaram gerações como um molde perfeito às características sociais e de comportamento de cada época, coroando composições de estilo. Com o desenvolvimento tecnológico e a globalização, passaram a ser produzidos e distribuídos às toneladas, em séries e réplicas que nada carregavam de pessoal. Mas como a moda é cíclica, eis que as novas gerações encontram valor no que pode ser considerado o início de tudo: o trabalho manual, direcionado e exclusivo.

Diferentemente dos processos de grandes indústrias e redes de óticas, o conceito entrega para o cliente todo um projeto que busca não só uma moldura “descolada” para os traços físicos, mas o reflexo do estilo de vida, temperamento e afinidades. Justamente a proposta de Ricardo Lorente, designer de óculos de São Bernardo do Campo. Com mais de 30 anos de experiência no ofício que herdou do pai, vê o crescimento de um mercado onde o consumidor não está mais satisfeito com produtos de prateleira. “As pessoas querem ser únicas. As peças proporcionam isso. A certeza de que ninguém, em nenhum lugar do mundo, tem algo igual”, afirma.

Fora a exclusividade, outros diferenciais são a qualidade dos produtos e o sistema de atendimento. Ricardo trabalha com os mesmos fornecedores há anos, conceituados dentro e fora do Brasil, como a italiana Mazzucchelli, no ramo de acetato e termoplásticos desde 1849. “A durabilidade é a maior prova. Tenho clientes que estão com o mesmo óculos há mais de duas décadas”, ressalta Ricardo.

E tudo começa com uma necessidade, vista como oportunidade. O ateliê basicamente funciona por indicação, mas sejam os serviços espontâneos ou gerados o fluxo é o mesmo. “Faço várias visitas ao cliente para uma entrevista, um papo, onde eu possa observá-lo e, também, coletar dados para a montagem do projeto”, completa o designer. Depois disso, o processo consiste em tirar as medidas, elaborar o desenho, fechar o conceito e, uma vez aprovado, partir para a produção, que é totalmente manual. “Sou do tempo em que não existiam máquinas para fazer óculos. Nem corte, nem acabamento, nem nada. Eu desenvolvi as ferramentas necessárias para o trabalho e sigo assim, manualmente, desde sempre”, completa.

Interessados podem entrar em contato e falar diretamente com o Ricardo no fone 4121-5542 ou pelas redes sociais: Face: /ricardolorenteoculos; Insta: @ric_lorente; Tumblr: ricardo lorente

  • Publicado: 17/11/2025
  • Alterado: 17/11/2025
  • Autor: 24/03/2016
  • Fonte: Assessoria