Desemprego bate recorde de baixa histórica desde 2012
Taxa de desemprego atinge o menor patamar em mais de uma década e população desalentada tem recuo expressivo
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 31/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O tema do desemprego no Brasil ganha novos contornos otimistas com a divulgação dos dados mais recentes. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmou, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), que a taxa de desemprego no país atingiu um novo e histórico recorde de baixa: 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025. Este é o menor índice registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.
O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre anterior (5,8%) e uma retração significativa de 0,8 p.p. na comparação com o terceiro trimestre de 2024 (6,4%). Mais do que um dado pontual, a estabilidade e a continuidade do movimento de queda do desemprego vêm acompanhadas por indicadores que reforçam a solidez do cenário de empregabilidade.
Redução de desempregados e crescimento das ocupações de trabalho

A força deste momento no mercado de trabalho pode ser vista em números absolutos: a população desocupada caiu para 6 milhões de pessoas, o menor contingente já contabilizado na série histórica da PNAD Contínua. Este grupo recuou 3,3% (menos 209 mil pessoas) no trimestre e impressionantes 11,8% (menos 809 mil pessoas) em relação ao ano anterior.
Em contrapartida, a população ocupada segue em patamar máximo, alcançando 102,4 milhões de pessoas. Embora tenha se mantido estável no trimestre, o crescimento de 1,4% (ou mais 1,4 milhão de pessoas) na comparação anual é um forte sinal de expansão. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, “O nível de ocupação em patamares elevados nos últimos meses indica a sustentabilidade da retração do desemprego ao longo de 2025”.
Os Indicadores de Subutilização e Desalento também Despencam
O panorama positivo de desemprego não se restringe à taxa principal. O índice composto de subutilização, que reflete a parcela da força de trabalho com problemas de adequação (incluindo subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e os que estão na força de trabalho potencial e os desalentados), também atingiu a mínima da série. A taxa recuou para 13,9%, uma queda de 0,5 p.p. no trimestre e 1,8 p.p. na comparação anual (terceiro trimestre de 2024, que era de 15,7%). Com isso, a população subutilizada (15,8 milhões) chegou ao menor patamar desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.
Um dado de extremo relevo social e econômico é o recuo no contingente de desalentados – aqueles que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma colocação. Este grupo totaliza 2,6 milhões de pessoas, o menor número registrado desde dezembro de 2015, com uma queda acentuada de 14,1% (434 mil pessoas) em relação ao ano anterior. O recuo do desemprego e do desalento são pilares para a melhoria do bem-estar social.
O poder do emprego formal e o recorde de rendimento
A qualidade dos postos de trabalho também apresentou melhoria. O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada renovou seu recorde histórico, chegando a 39,2 milhões. Houve estabilidade no trimestre, mas um crescimento notável de 2,7% (mais 1 milhão de pessoas) na comparação anual. No setor público, o contingente de 12,8 milhões também cresceu 2,4% no ano.
A boa notícia para o bolso do trabalhador acompanha a redução do desemprego:
- A massa de rendimento médio real alcançou um novo recorde de R$ 354,6 bilhões, com alta de 5,5% no ano.
- O rendimento médio real habitual dos trabalhadores também atingiu valor recorde, com crescimento de 4% na comparação anual.
Esses indicadores do IBGE estão em plena sinergia com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que confirmam o acúmulo de 1,7 milhão de empregos formais com carteira assinada nos nove meses de 2025 (janeiro a setembro). O estoque total de vínculos formais ativos no país atingiu um recorde de 48,9 milhões, sinalizando que a economia brasileira está gerando mais oportunidades de qualidade e reduzindo consistentemente o desemprego.