Brasil registra taxa de desemprego de 5,4%, novo recorde
Taxa de desemprego de 5,4% em outubro bate recorde de 39,1 milhões de trabalhadores com carteira e rendimento médio de R$ 3.528
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que, no trimestre encerrado em outubro, o Brasil alcançou uma taxa de desemprego de 5,4%, estabelecendo um novo recorde na série histórica iniciada em 2012.
A pesquisa, divulgada na última sexta-feira (28), também registrou um aumento no número de trabalhadores com carteira assinada e uma elevação no rendimento médio dos empregados.
Entre os principais resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, destacam-se:
– A taxa de desemprego caiu de 5,6% no trimestre encerrado em setembro para 5,4% em outubro. Comparativamente, a taxa era ainda mais elevada em outubro de 2024, quando atingiu 6,2%.
– O número total de desemprego foi registrado em 5,910 milhões, o menor contingente já observado na série histórica. Essa redução representa uma diminuição de 11,8%, ou seja, menos 788 mil pessoas à procura de emprego em relação ao mesmo período do ano anterior.
– O total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 39,182 milhões, o que configura outro recorde na pesquisa.
– O rendimento médio do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.528, o valor mais alto já registrado pelo IBGE.
Taxa de desemprego – Visão geral do mercado de trabalho
A Pnad avalia o panorama do mercado de trabalho para indivíduos a partir dos 14 anos e considera diversas formas de ocupação, incluindo empregos formais e informais, temporários e autônomos. De acordo com os critérios do IBGE, uma pessoa é considerada desocupada apenas se ela buscou ativamente por trabalho nos últimos 30 dias antes da pesquisa. Para a realização deste estudo, são visitados cerca de 211 mil domicílios em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.
Comparativo com o Caged
A divulgação da Pnad ocorreu um dia após a apresentação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), um indicador elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que analisa especificamente a situação dos empregados com carteira assinada. Segundo o Caged, outubro foi marcado por um saldo positivo de 85,1 mil novas vagas formais. Em um período de 12 meses, o saldo totalizou um aumento de 1,35 milhão de postos de trabalho com registro em carteira.