Descoberta de Escorpião que ‘Espirra’ Veneno na Colômbia Surpreende Cientistas

Descoberta surpreendente: novo escorpião na Colômbia 'espirra' veneno, revelando adaptações raras e fascinantes na natureza!

Crédito: Léo Laborieux/Zoological Journal of the Linnean Society, 2024

Uma descoberta inovadora ocorreu na América do Sul com a identificação de uma nova espécie de escorpião, capaz de “espirrar” seu veneno, um fenômeno raramente observado na natureza. Denominado Tityus achilles, este escorpião foi encontrado na região de Cundinamarca, em Bogotá, na Colômbia, e a descoberta foi publicada no Zoological Journal of the Linnean Society.

Até o momento, apenas duas espécies com essa habilidade haviam sido documentadas em todo o mundo: uma localizada na América do Norte e outra na África. A capacidade de pulverizar veneno gerou surpresa entre os pesquisadores, uma vez que a maioria dos escorpiões produz veneno em suas caudas, especificamente no télson, onde se localizam as glândulas responsáveis pela produção do veneno.

O mecanismo de ataque do Tityus achilles é notável, pois permite que o animal defenda-se sem necessidade de contato físico direto. Este método é utilizado tanto para intimidar predadores quanto para preparar uma eventual picada letal. Entretanto, a eficácia do veneno espirrado pode ser reduzida se o alvo for um invertebrado, já que as toxinas têm maior probabilidade de afetar vertebrados devido à sensibilidade dos tecidos.

De acordo com Léo Laborieux, estudante de mestrado da Universidade Ludwig Maximilian de Munique e colaborador do estudo, experimentos foram realizados para avaliar a capacidade do Tityus achilles em espirrar seu veneno. Laborieux utilizou um canudo para prender os escorpiões e gravar suas reações. Durante os testes com dez espécimes jovens, foram observadas 46 ejecções de veneno, alcançando distâncias que variavam até 36 centímetros.

Dentre as reações observadas, alguns escorpiões liberaram pequenas gotas de veneno como forma de defesa contra o canudo, enquanto outros mantiveram um jato contínuo. A maioria das ejecções ocorreu na direção frontal, mas também foram registradas direções para trás e para cima.

As análises mostraram que a maior parte do material expelido era um líquido transparente conhecido como pré-veneno, que geralmente é secretado antes da liberação do veneno propriamente dito, que apresenta uma coloração leitosa. O veneno é composto por peptídeos e proteínas com alto peso molecular, tornando sua produção um processo complexo e exigente para o organismo do escorpião.

A descoberta do Tityus achilles não apenas enriquece o conhecimento sobre a biodiversidade sul-americana, mas também abre novas perspectivas sobre as adaptações evolutivas dos escorpiões e suas estratégias de defesa.

  • Publicado: 20/02/2026
  • Alterado: 20/02/2026
  • Autor: 29/01/2025
  • Fonte: Patati Patatá Circo Show