Desabamento no RJ deixa 2 mortos e uma mulher ferida

Defesa Civil avalia causas do desabamento da laje que soterrou família e animal de estimação.

Crédito: Divulgação/CBMRJ

A madrugada deste sábado (24) foi marcada por uma tragédia em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Um grave desabamento de uma residência na Rua Urussaí, no bairro Saracuruna, resultou na morte de um homem de 25 anos e de sua enteada, uma menina de apenas 11 anos. O imóvel colapsou por volta das 2h40, mobilizando diversas equipes de resgate do Corpo de Bombeiros (CBMERJ) durante toda a madrugada.

De acordo com as autoridades, a laje da casa cedeu repentinamente, soterrando três pessoas e o cão da família. O padrasto da criança, identificado como Jeremias dos Santos Silva, e a mãe, identificada como Luana, chegaram a ser retirados dos destroços com vida, mas o homem não resistiu aos ferimentos após dar entrada no hospital. A criança, infelizmente, foi localizada já sem sinais vitais pelas equipes de busca.

Operação de resgate e socorro às vítimas do desabamento

O trabalho dos bombeiros foi intenso e delicado devido ao risco de novos desmoronamentos. Após o resgate, Luana e o cão da família foram encaminhados para o Hospital Municipal Adão Pereira Nunes. Enquanto a mulher segue sob cuidados médicos na unidade de saúde da região, o animal também recebeu assistência.

A Defesa Civil Municipal foi acionada imediatamente após o desabamento para isolar a área. Técnicos e engenheiros iniciaram uma avaliação minuciosa das condições estruturais das construções vizinhas, buscando identificar se o colapso do imóvel comprometeu a estabilidade de outras casas na Rua Urussaí. A perícia técnica ainda trabalha para determinar as causas exatas que levaram à falha estrutural da laje.

Riscos estruturais e prevenção em áreas urbanas

Embora as causas específicas deste desabamento em Saracuruna ainda estejam sob investigação, especialistas alertam para os perigos de reformas irregulares e sobrecarga em lajes. Em muitos distritos de Duque de Caxias, como Campos Elíseos, a autoconstrução sem acompanhamento técnico pode gerar vulnerabilidades que se manifestam de forma fatal, especialmente em períodos de mudanças climáticas ou fadiga dos materiais.

A prefeitura de Duque de Caxias informou que está prestando suporte à família e que aguarda o laudo oficial da Defesa Civil. O caso reforça a necessidade de vistorias periódicas em imóveis antigos ou que apresentem sinais de fissuras e infiltrações, sinais que frequentemente antecedem um desabamento.

Apoio à comunidade e próximos passos

A comoção tomou conta dos moradores de Saracuruna, que acompanharam o trabalho dos militares sob forte tensão. O local permanece isolado para o trabalho dos peritos da Polícia Civil e da Defesa Civil.

A principal linha de investigação após o desabamento focará na qualidade dos materiais utilizados na construção e na possibilidade de excesso de peso sobre a estrutura que cedeu. Até o momento, não há previsão de liberação do terreno para os familiares, visto que o entulho ainda oferece riscos e precisa ser removido de forma controlada.

  • Publicado: 01/01/2026
  • Alterado: 01/01/2026
  • Autor: 24/01/2026
  • Fonte: Motisuki PR