Deputados dos EUA se alinham a Eduardo Bolsonaro em críticas à Suprema Corte Brasileira

Deputados e senadores americanos têm embarcado na ofensiva contra a Suprema Corte do Brasil em meio a rodada de encontros com filho de Jair Bolsonaro

Crédito: Reprodução/X

Recentemente, um grupo de deputados e senadores norte-americanos tem se mobilizado contra a Suprema Corte do Brasil, participando de reuniões com Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado republicano Cory Mills, em uma sessão da Câmara dos Deputados dos EUA no dia 21 de maio, questionou diretamente o secretário de Estado, Marco Rubio, sobre o que classificou como um “declínio dos direitos humanos no Brasil” e as possíveis sanções ao ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes.

A indagação de Mills foi respondida afirmativamente por Rubio, que indicou a possibilidade real de sanções. Essa interação ilustra o apoio que alguns parlamentares republicanos têm demonstrado em relação às ações de Eduardo Bolsonaro, que está atualmente nos Estados Unidos em busca de apoio para pressionar o governo americano a adotar medidas contra autoridades brasileiras.

Na semana anterior ao questionamento a Rubio, Mills, que preside o Sub-comitê de Inteligência das Relações Internacionais na Câmara dos EUA, reuniu-se com Eduardo Bolsonaro e outros representantes brasileiros, incluindo Figueiredo e Barros, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados do Brasil. Durante esse encontro, Barros mencionou a formação de um “grupo de trabalho” destinado a compartilhar informações sobre a situação da democracia brasileira e potenciais interferências nas eleições.

Além disso, Maria Elvira Salazar, também congressista americana e filha de exilados cubanos, se juntou à pauta promovida por Eduardo. Em uma manifestação ocorrida em maio de 2024 no Congresso dos EUA, ela criticou as decisões judiciais de Moraes ao exibir um cartaz com seu rosto. Salazar elogiou posteriormente a decisão de Rubio de restringir vistos para autoridades estrangeiras acusadas de censura.

No dia 15 de maio, outro encontro significativo ocorreu entre Eduardo e o deputado Mast. Os tópicos abordados incluíram preocupações sobre “lawfare”, ativismo judicial e censura, além da influência da USAID na democracia brasileira.

Em fevereiro deste ano, McCormick publicou uma foto em suas redes sociais reencontrando Eduardo e expressou sua preocupação com as ameaças às liberdades no Brasil. Ele repercutiu teorias que sugeriam que recursos americanos foram utilizados para influenciar as eleições brasileiras em 2022. Um mês depois, após o anúncio do autoexílio de Eduardo nos Estados Unidos, McCormick revelou ter enviado uma carta a Trump solicitando a aplicação do Global Magnitsky Act contra Moraes. Essa legislação permite que o governo americano impose sanções a autoridades estrangeiras que violam direitos humanos.

No dia 20 de março, McCormick destacou a situação alarmante da democracia no Brasil devido ao autoexílio de Eduardo Bolsonaro. Shane Jett, senador de Oklahoma casado com uma brasileira, alertou que Moraes estava “brincando com fogo”. Recentemente, Eduardo comentou sobre os encontros nas redes sociais, desafiando críticos e afirmando que sua atuação agora é levada a sério pelos adversários.

Os deputados Barros e Eduardo não retornaram aos pedidos por comentários sobre a situação. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), membro da CREDN, refutou qualquer formalização do grupo mencionado por Barros e classificou as articulações como “criminosa”, sugerindo traição à pátria ao instigar um país como os Estados Unidos contra o Brasil. Zarattini acrescentou que o Partido dos Trabalhadores (PT) já havia apresentado uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão de Eduardo por atentado à soberania nacional.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 31/05/2025
  • Fonte: FERVER