Deputada Érika Hilton justifica contratação de maquiadores em seu gabinete
Érika Hilton defende contratação de maquiadores no gabinete e enfrenta polêmica na Câmara
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 09/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A deputada federal Érika Hilton, do PSOL-SP, fez uso de suas redes sociais para esclarecer a contratação de dois maquiadores, Ronaldo Cesar Camargo Hass e Índy Cunha Montiel da Rocha, que integram sua equipe desde maio de 2024. Os profissionais recebem, respectivamente, R$ 9.678,22 e R$ 2.126,59.
Os contratados atuam como assessores no gabinete da parlamentar e têm se destacado na divulgação de seu trabalho nas plataformas digitais, frequentemente aparecendo em postagens com Hilton. Recentemente, Hass acompanhou a deputada durante uma viagem a Paris, onde participaram de um evento musical promovido pela cantora Beyoncé.
A deputada explicou que a escolha por Hass e Rocha se deu por uma relação de amizade e pela conexão com a comunidade local. “São profissionais que conheci através do trabalho na maquiagem e, por serem meus amigos e membros da minha comunidade, decidi convidá-los para contribuir com meu mandato em um papel importante nas pautas que discutimos”, declarou Hilton. Ela também ressaltou que os assessores auxiliam nas atividades diárias do gabinete, incluindo a produção de briefings e apoio em eventos.
O cargo de secretariado parlamentar é regulamentado por normas estabelecidas pela Mesa da Câmara dos Deputados desde 1997. Segundo a legislação vigente, essas funções são destinadas à prestação de serviços de secretaria e assessoramento direto nos gabinetes dos parlamentares.
O gabinete da deputada compartilhou imagens que mostram os dois maquiadores participando ativamente das atividades legislativas. Nas fotografias, Rocha é visto assistindo Hilton dentro das dependências da Câmara dos Deputados, enquanto Hass está presente em um evento no interior paulista.
A contratação dos maquiadores gerou controvérsia e provocou reações entre os opositores na Câmara dos Deputados. Eles anunciaram a intenção de protocolar uma representação no Conselho de Ética, alegando quebra de decoro parlamentar, além de outra denúncia ao Ministério Público Federal por possível improbidade administrativa.
Em resposta às críticas, Érika Hilton manifestou sua indignação: “Eles não querem minha presença no Parlamento; desaprovam minha voz e o trabalho sério que realizo. Estão tentando me prejudicar às vésperas das eleições porque reconhecem minha capacidade de transformar realidades e trazer novas vozes para a política”.