Deputada do PSOL aciona PGR após declarações controversas de Senador sobre Marina Silva
Polêmica repercute no Senado e gera indignação.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 20/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A deputada federal Luciene Cavalcanti, representante do PSOL de São Paulo, apresentou uma queixa formal à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Plínio Valério, do PSDB do Amazonas. A ação foi motivada por comentários feitos por Valério, que expressou vontade de enforcar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante uma cerimônia da Fecomércio na última sexta-feira (14).
As declarações ocorreram em um contexto em que Marina Silva participava da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das ONGs no Senado. Valério afirmou: “Imagine o que é tolerar Marina 6 horas e dez minutos sem enforcá-la”, gerando polêmica e indignação.
Na denúncia encaminhada à PGR, a deputada argumenta que as palavras do senador representam um incitamento à violência política de gênero, afirmando que tais afirmações desrespeitam a dignidade e integridade da ministra. O documento enfatiza que esse tipo de discurso perpetua um clima de intimidação e violência contra mulheres no cenário político.
Luciene Cavalcanti solicita que a PGR tome medidas adequadas em resposta à seriedade das declarações, pedindo a apresentação de uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em resposta aos comentários de Plínio Valério, Marina Silva se manifestou na quarta-feira (19), destacando que “com a vida dos outros não se brinca”. Ela enfatizou que ameaças e brincadeiras envolvendo a vida alheia são comportamentos típicos de psicopatas e que, mesmo ocupando cargos de destaque, as mulheres continuam vulneráveis a ataques.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou os comentários do senador como “infelizes” e ressaltou a importância de abordar o tema no plenário. Contudo, Plínio Valério defendeu sua fala como uma mera brincadeira e se disse surpreso com a repercussão negativa que suas palavras tiveram. Ele ainda alegou que não se arrepende do comentário e reafirmou que tratou Marina Silva com respeito durante toda a CPI.
Valério também tentou contextualizar sua afirmação ao afirmar: “Foi uma brincadeira. Se você perguntar: você faria de novo? Não. Mas se arrepende? Não. Foi uma brincadeira.” Ele acrescentou que durante a CPI, tratou a ministra com toda a delicadeza que sua posição requer.
Por fim, o senador se manifestou sobre as acusações de misoginia e machismo, defendendo sua trajetória política e pessoal como prova contrária às críticas recebidas.