Depoimentos de defesa de Bolsonaro começam nesta sexta (30)

Tarcísio Gomes de Freitas é uma das testemunhas mais aguardadas no STF

Crédito: Antônio Cruz - Agência Brasil

Nesta sexta-feira (30), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), dará continuidade aos depoimentos das testemunhas de defesa apresentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Esta ação penal investiga um suposto plano golpista que resultou na aceitação da denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em março deste ano, tornando Bolsonaro e mais sete pessoas réus no processo.

Um dos depoimentos mais aguardados será do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, que também ocupou a pasta da Infraestrutura durante o governo Bolsonaro. Sua declaração está agendada para as 8h, por meio de videoconferência. No período da tarde, a partir das 14h, mais cinco testemunhas estão programadas para depor em favor do ex-presidente.

As seguintes personalidades foram convocadas para testemunhar em defesa de Bolsonaro:

  • Tarcísio Gomes de Freitas – Governador de São Paulo e ex-ministro da Infraestrutura;
  • Jonathas Assunção Salvador Nery – Ex-secretário executivo da Casa Civil;
  • Renato de Lima França – Ex-subchefe de assuntos jurídicos da Presidência da República;
  • Wagner de Oliveira – Coronel do Exército com experiência no Ministério da Defesa e na auditoria das urnas eletrônicas;
  • Giuseppe Dutra Janino – Ex-secretário de Tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No mesmo dia, também serão ouvidos os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Espiridião Amim (PP-SC) e Eduardo Girão (NOVO-CE), além do deputado federal Sanderson (PL-RS) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Vale destacar que Nogueira irá depor tanto como testemunha do ex-ministro da Justiça Anderson Torres quanto de Bolsonaro.

Recentemente, a defesa de Bolsonaro optou por não convocar quatro testemunhas: Amauri Feres Saad, advogado supostamente envolvido na elaboração da minuta do golpe; Gilson Machado, ex-ministro do Turismo; Eduardo Pazuello, atual deputado federal e ex-ministro da Saúde; e Ricardo Peixoto Camarinha, cardiologista vinculado à Presidência da República.

A fase inicial dos depoimentos deve ser concluída na segunda-feira (2), com a audiência do senador Rogério Marinho (PL-RN).

A acusação formalizada pela PGR sustenta que Bolsonaro estava ciente do plano denominado “Punhal Verde Amarelo”, que envolvia ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes. Além disso, a procuradoria afirma que o ex-presidente tinha conhecimento sobre uma minuta de decreto que seria utilizada para executar um golpe no Brasil.

Os réus estão inseridos no que é considerado o núcleo fundamental da trama golpista, identificado como núcleo 1. Todos eles tiveram suas denúncias aceitas por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março deste ano. Os nomes envolvidos incluem:

  • Jair Bolsonaro – Ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto – General de Exército e ex-ministro;
  • General Augusto Heleno – Ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem – Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Anderson Torres – Ex-ministro da Justiça;
  • Almir Garnier – Ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira – General do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid – Delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 30/05/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo