Delator cita propina de R$ 6 mi a mulher de desembargador do Rio
O ex-presidente da Fetranspor, disse ter participado de negociações de propinas de até R$ 6 milhões à advogada Gláucia Iorio Araújo Guimarães, mulher do desembargador do TJ do Rio.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/11/2019
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
O ex-presidente Lélis Teixeira, da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio de Janeiro, citou a negociação de propina durante delação premiada
As tratativas, segundo Teixeira, visavam “influenciar” o magistrado a tomar decisão a favor de empresários do setor de transporte em uma disputa com a prefeitura do Rio sobre uma licitação de linhas de ônibus aberta em 2008.
As informações foram divulgadas pela revista digital Crusoé e confirmadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Gláucia, esposa do desembargador Mário Guimarães Neto, “se comprometeu a falar com o marido e a dar um retorno a respeito da viabilidade de se obter uma decisão suspendendo o processo licitatório”, afirmou Teixeira,
Conforme o presidente da Fetranspor, ela disse que “poderia fazer com que seu marido decidisse em favor dos interesses das empresas de ônibus”.
Em 2009, Guimarães Neto deu provimento à realização da licitação desde que os empresários fossem indenizados. No entanto, disse o delator, a medida inviabilizou a licitação porque o município “não teria condições de indenizar as empresas”.
Defesa
Guimarães Neto afirmou que nem ele nem sua mulher conhecem Teixeira e classificou a declaração do delator de “estapafúrdia”. Gláucia Guimarães não respondeu à reportagem.