Deic prende em SP chefe de tráfico de armas do Paraguai
O Deic capturou o líder criminoso em um sítio no interior após monitorar imóveis e empresas usadas no envio de armamento
- Publicado: 08/07/2026 19:58
- Alterado: 08/07/2026 19:58
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Agência SP
Uma operação tática de inteligência conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, resultou na prisão do principal articulador na compra e distribuição de armas de fogo do Paraguai para facções que atuam no crime organizado. A captura ocorreu nesta quarta-feira (8), em uma propriedade rural na cidade de Araçariguama, no interior paulista.
O suspeito, que possui condenação a 18 anos de prisão por homicídio qualificado, estava foragido do sistema prisional desde 2020. A ação foi coordenada por equipes da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio (Disccpat).
Logística e Empresa de Fachada

O setor de inteligência da Polícia Civil monitorava os passos do criminoso a partir de uma comunidade localizada no bairro do Butantã, na Zona Oeste da capital. Com o avanço do rastreamento de dados, os agentes mapearam a rede de apoio logístico operada por ele.
A estrutura sob investigação envolve:
- O uso de diversos imóveis urbanos e rurais estrategicamente localizados para o armazenamento temporário de fuzis e pistolas trazidos da fronteira;
- A operacionalização financeira do esquema por meio de uma empresa de intermediações comerciais, utilizada para dar aparência lícita e suporte logístico à movimentação de capital do grupo.
Flagrante e Apreensões no Sítio

Ao realizarem o cerco e a incursão no sítio na região de Sorocaba, os policiais civis surpreenderam o líder do esquema e o segurança do local. Ambos portavam pistolas de calibre .380 e 9 mm com numerações totalmente raspadas, recebendo voz de prisão em flagrante.
No pátio da propriedade, as equipes apreenderam duas motocicletas: uma com queixa ativa de furto e outra com os sinais identificadores do chassi adulterados. O caseiro do sítio assumiu a responsabilidade direta pelos veículos e também acabou detido pelas autoridades.
Além do mandado de prisão por homicídio, o capturado responderá por tráfico internacional de armas, organização criminosa, comércio ilegal de armas, uso de documento falso e falsidade ideológica.