Defesa de Paulo Cupertino apresenta recurso para redução de pena

O recurso foi apresentado ao júri e já foi comunicado a todos os envolvidos, segundo o juiz Dr. Antonio Carlos Pontes de Souza

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Na última quinta-feira, 5, a defesa de Paulo Cupertino protocolou um recurso junto ao júri com o objetivo de contestar a severidade da pena imposta ao réu, que foi sentenciado a 98 anos de reclusão. O juiz responsável pelo caso, Dr. Antonio Carlos Pontes de Souza, confirmou que o recurso foi devidamente comunicado a todas as partes envolvidas no processo.

No documento apresentado, as advogadas de Cupertino expressaram sua insatisfação em relação à decisão do tribunal e solicitaram que o recurso fosse aceito, com a remessa dos autos para uma instância superior. O texto menciona que as razões para o apelo serão apresentadas em momento oportuno, respeitando os prazos legais estabelecidos.

A defesa argumenta que a questão deve ser revisitada por uma câmara criminal, que possui a competência para avaliar se houve alguma nulidade processual ou se a decisão dos jurados contraria as provas e os depoimentos coletados durante o julgamento.

É importante lembrar que na última sexta-feira, 30, Paulo Cupertino foi condenado a uma pena máxima em regime fechado, após ter sido considerado culpado pelo assassinato de Rafael Miguel e seus pais, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel, em um crime ocorrido em 2019 no bairro Pedreira, zona sul de São Paulo.

Na ocasião do crime, os pais do ex-ator mirim foram até a residência da namorada do jovem para discutir o relacionamento secreto entre Rafael e Isabela, algo que gerava temor devido à reação do pai da garota. Durante essa visita, Cupertino disparou treze tiros contra as vítimas, resultando em suas mortes imediatas. Após o incidente, ele fugiu e permaneceu foragido até ser localizado pela Polícia Civil em um hotel em 2022. Desde então, encontra-se detido.

Durante seu depoimento ao júri, Paulo Cupertino reafirmou sua inocência e declarou não ter cometido os crimes pelos quais foi julgado. Em uma gravação divulgada pela TV Globo, ele afirmou: “Impossível eu ter cometido esse crime. Eu não tenho que pedir perdão, tá? Porque não carrego isso no meu coração. Eu não tenho pesadelo, eu não sonho, eu não tenho arrependimento.” A declaração reflete sua posição firme sobre a acusação e sua negativa quanto à prática dos atos violentos.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 06/06/2025
  • Fonte: FERVER