Defesa Civil de Mauá simulado de evacuação no Jardim Zaíra

A Defesa Civil prepara estudantes do Jardim Zaíra para emergências e reduz o tempo de resposta em um exercício modelo

Crédito: Divulgação

A Defesa Civil de Mauá demonstrou excelência em organização e preparo escolar. Em uma quinta-feira no início de dezembro, com a sirene soando e o silêncio disciplinado rapidamente substituindo a rotina escolar, cerca de 170 alunos da Escola Estadual Professora Iracema Crem, localizada no Jardim Zaíra, concluíram seu primeiro Simulado de Evacuação Escolar em apenas 14 minutos. O tempo recorde, que superou as expectativas do próprio Corpo de Bombeiros, foi cronometrado pela equipe local e marca o encerramento bem-sucedido de um programa essencial de segurança preventiva.

O exercício, coordenado pela Secretaria de Proteção e Defesa Civil da Prefeitura, envolveu, além dos estudantes, parte dos 46 professores, cinco coordenadores, duas vice-diretoras e o diretor da unidade. O objetivo principal era preparar a comunidade escolar para uma resposta rápida e sem pânico diante de ameaças reais, como alagamentos, deslizamentos, ou até mesmo primeiros socorros.

Da sala de aula ao ponto de encontro

O rádio HT da equipe de coordenação ecoava a confirmação: “Crianças dispostas paralelamente às paredes da quadra de esportes”. A resposta, dada em menos de um quarto de hora, foi considerada excelente, especialmente por se tratar da estreia da escola na atividade e com a participação parcial dos 600 alunos matriculados, muitos já em período de férias escolares.

O secretário de Proteção e Defesa Civil, Sergio Moraes, destacou a importância da calma durante o processo. “É fundamental que os estudantes saibam seguir as instruções sem se assustar, indo diretamente para um lugar seguro sem pânico. Neste caso, voltar para as salas de aula em segurança também integra a atividade”, afirmou. O agente Benedito Batista Ramos, que participou ativamente das reuniões preparatórias com toda a gestão escolar, confirmou que o tempo de 14 minutos ficou “abaixo do preconizado pelo Corpo de Bombeiros”, um indicativo claro do engajamento de todos.

Liderança Jovem e o Aprendizado da Defesa Civil

O simulado é o ponto culminante do programa ‘Defesa Civil Nas Escolas’, uma iniciativa desenhada para capacitar crianças e jovens a atuarem com segurança na prevenção e proteção de pessoas contra os mais diversos tipos de ameaça, incluindo engasgamentos, alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.

Entre os estudantes que se destacaram na atividade estava Henrique Miguel Amaral Nascimento, de 16 anos, aluno do 2º ano do Ensino Médio. Convocado para atuar como uma das lideranças devido à sua integração no Grêmio Estudantil e suas características pessoais, Henrique vê uma conexão direta entre o esporte e a segurança. “Eu faço Jiu-Jitsu e a gente aprende sobre disciplina, respeito, responsabilidade e humildade”, disse o jovem, que permaneceu atento ao deslocamento dos colegas.

O diretor da EE Iracema, Olivier Negri, expressou sua satisfação com o resultado, reconhecendo a Defesa Civil como a força motriz do projeto. “Agora estamos preparados para sair de forma organizada numa eventualidade. Este é um projeto inovador, que teve apoio dos pais e educadores. As falhas que observamos, iremos corrigir”, ponderou, reafirmando o compromisso da escola.

Cuidado inclusivo e o impacto duradouro

O planejamento da ação da Defesa Civil demonstrou um cuidado especial com a inclusão. A coordenadora do programa, Tania Regina da Silva, explicou que foram tomadas precauções específicas, como o fornecimento de tampões de ouvido para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e atenção redobrada às crianças com deficiência. “Fiquei feliz com os alunos. São educados, tranquilos, participativos. O que aprenderam no curso vão acabar usando no decorrer da vida”, garantiu a coordenadora, reforçando a missão da Defesa Civil de preparar cidadãos.

Os estudantes levarão consigo mais do que a memória da evacuação. Alysson Jorge de Souza Calvo Inácio, aluno do 9º ano, de 14 anos, que se despede da escola, afirmou ter gostado muito do curso. Ele ressaltou a utilidade de aprendizados práticos, como as manobras de desengasgo, que “podem ser úteis um dia”, demonstrando a capilaridade das lições ministradas.

A experiência da Escola Iracema Crem deve servir de modelo. O professor Edivaldo Bezerra Viana considera crucial que esta experiência seja replicada para outras unidades, principalmente as centrais, que recebem estudantes de todos os bairros. A professora Cíntia Lelis sintetizou o valor do programa: “O aprendizado começa aqui, mas ele pode salvar vidas em outras situações.” O sucesso deste simulado em Mauá é a prova de que a prevenção e o conhecimento são, de fato, os primeiros passos para a segurança.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 04/12/2025
  • Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA