SP tem aumento de 26% em ocorrências recebidas pela Defesa Civil
Queda de árvores lidera chamados na capital paulista entre 2024 e 2025. Zona Oeste é a região mais afetada segundo dados oficiais.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 14/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
São Paulo enfrenta um cenário climático cada vez mais desafiador. Dados recentes da Defesa Civil revelam um salto preocupante de 26,5% no volume de chamados atendidos na capital no comparativo entre 2024 e 2025.
O levantamento, realizado via plataforma GeoSampa, contabilizou 5.993 solicitações no último ano, contra 4.736 do período anterior. Esse crescimento expressivo na demanda exige atenção redobrada das equipes de monitoramento e da própria Defesa Civil para mitigar riscos urbanos iminentes.
Quedas de árvores lideram estatísticas da Defesa Civil
Desastres naturais como alagamentos, inundações e deslizamentos de terra compõem o quadro de riscos, mas a vegetação urbana se consolidou como o ponto crítico. Foram 5.030 registros de quedas de árvores, representando impressionantes 83% do total de ocorrências atendidas pela Defesa Civil.
Confira a distribuição dos chamados por categoria:
- Queda de árvore: 5.030
- Inundação: 387
- Deslizamento: 300
- Alagamento: 281
Um recorte específico chama a atenção nos relatórios. Quase 10% dos incidentes envolvendo vegetação ocorreram em um intervalo de apenas três dias, entre 10 e 12 de dezembro, período marcado por fortes temporais que sobrecarregaram a Defesa Civil.
Zonas mais afetadas pelos desastres na capital
A análise geográfica aponta que a Zona Oeste concentrou o maior volume de trabalho para as equipes de emergência. Bairros como Butantã, Lapa e Pinheiros encabeçam a lista de áreas vulneráveis mapeadas pela Defesa Civil durante os eventos climáticos extremos.
Veja o ranking das regiões com maior número de chamados:
- Butantã: 492
- Lapa: 391
- Pinheiros: 372
- Sé: 364
- Campo Limpo: 342
- Pirituba/Jaraguá: 342
- Santo Amaro: 296
- Vila Mariana: 291
- São Miguel Paulista: 265
- Mooca: 239
Especialistas alertam para o aquecimento global
Para Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Unifesp, os números não são isolados, mas reflexos diretos do aquecimento global. A intensificação de ventos e chuvas altera a dinâmica da cidade e exige respostas mais rápidas da Defesa Civil.
A Prefeitura de São Paulo informou ter elevado o orçamento do órgão em 118% no período analisado. Investimentos de R$ 9,3 bilhões em obras de drenagem e manejo arbóreo buscam reduzir a pressão operacional sobre a Defesa Civil nos próximos meses.
O cenário atual exige adaptação contínua das políticas públicas e preventivas. Com eventos climáticos cada vez mais severos e frequentes, o fortalecimento orçamentário e estrutural torna-se vital para garantir a eficiência e a prontidão da Defesa Civil.