SP tem aumento de 26% em ocorrências recebidas pela Defesa Civil

Queda de árvores lidera chamados na capital paulista entre 2024 e 2025. Zona Oeste é a região mais afetada segundo dados oficiais.

Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo enfrenta um cenário climático cada vez mais desafiador. Dados recentes da Defesa Civil revelam um salto preocupante de 26,5% no volume de chamados atendidos na capital no comparativo entre 2024 e 2025.

O levantamento, realizado via plataforma GeoSampa, contabilizou 5.993 solicitações no último ano, contra 4.736 do período anterior. Esse crescimento expressivo na demanda exige atenção redobrada das equipes de monitoramento e da própria Defesa Civil para mitigar riscos urbanos iminentes.

Quedas de árvores lideram estatísticas da Defesa Civil

Desastres naturais como alagamentos, inundações e deslizamentos de terra compõem o quadro de riscos, mas a vegetação urbana se consolidou como o ponto crítico. Foram 5.030 registros de quedas de árvores, representando impressionantes 83% do total de ocorrências atendidas pela Defesa Civil.

Confira a distribuição dos chamados por categoria:

  • Queda de árvore: 5.030
  • Inundação: 387
  • Deslizamento: 300
  • Alagamento: 281

Um recorte específico chama a atenção nos relatórios. Quase 10% dos incidentes envolvendo vegetação ocorreram em um intervalo de apenas três dias, entre 10 e 12 de dezembro, período marcado por fortes temporais que sobrecarregaram a Defesa Civil.

Zonas mais afetadas pelos desastres na capital

A análise geográfica aponta que a Zona Oeste concentrou o maior volume de trabalho para as equipes de emergência. Bairros como Butantã, Lapa e Pinheiros encabeçam a lista de áreas vulneráveis mapeadas pela Defesa Civil durante os eventos climáticos extremos.

Veja o ranking das regiões com maior número de chamados:

  • Butantã: 492
  • Lapa: 391
  • Pinheiros: 372
  • Sé: 364
  • Campo Limpo: 342
  • Pirituba/Jaraguá: 342
  • Santo Amaro: 296
  • Vila Mariana: 291
  • São Miguel Paulista: 265
  • Mooca: 239

Especialistas alertam para o aquecimento global

Para Anderson Kazuo Nakano, professor do Instituto das Cidades da Unifesp, os números não são isolados, mas reflexos diretos do aquecimento global. A intensificação de ventos e chuvas altera a dinâmica da cidade e exige respostas mais rápidas da Defesa Civil.

A Prefeitura de São Paulo informou ter elevado o orçamento do órgão em 118% no período analisado. Investimentos de R$ 9,3 bilhões em obras de drenagem e manejo arbóreo buscam reduzir a pressão operacional sobre a Defesa Civil nos próximos meses.

O cenário atual exige adaptação contínua das políticas públicas e preventivas. Com eventos climáticos cada vez mais severos e frequentes, o fortalecimento orçamentário e estrutural torna-se vital para garantir a eficiência e a prontidão da Defesa Civil.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 14/01/2026
  • Fonte: Fever