Defesa de Bolsonaro envia laudo ao STF indicando cirurgia no ombro
Defesa apresenta ao Supremo Tribunal Federal documentos que atestam dor intensa e pedem intervenção cirúrgica na articulação direita.
- Publicado: 04/04/2026 13:37
- Alterado: 04/04/2026 13:37
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: STF
A defesa de Bolsonaro enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatórios médicos atestando a necessidade de uma cirurgia no ombro direito. O ex-presidente sofre com crises agudas de dor. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar temporária em Brasília, logo após deixar a internação provocada por uma grave pneumonia.
Quadro clínico de Bolsonaro exige fisioterapia contínua
Os documentos foram enviados ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes para cumprir a determinação legal. O STF exige laudos regulares sobre a condição física do apenado. O fisioterapeuta Kleber Caiado de Freitas assina um dos pareceres e descreve uma limitação motora severa. As sessões ocorrem diretamente na residência do político desde o dia 30 de março.
“Conclui-se que o paciente se encontra em fase pré-operatória, com quadro álgico importante e limitação funcional significativa”, detalhou o especialista no laudo de Bolsonaro.
O diagnóstico e a estratégia paliativa
O comprometimento mecânico da articulação impede a adoção de terapias ativas de reabilitação. O médico Brasil Caiado assina a segunda via técnica anexada aos autos, corroborando a urgência cirúrgica.
As restrições enfrentadas na atual fase pré-operatória incluem:
- Ocorrência de dores fortes e intermitentes no membro superior direito.
- Restrição absoluta para a progressão de exercícios com carga.
- Uso contínuo e obrigatório de analgésicos para suportar o desconforto diário.
Prisão domiciliar e próximos passos na Corte
A saúde frágil modificou a estrutura de cumprimento da pena estabelecida pelo Judiciário. O detento cumpria a sentença inicial nas instalações do 19.º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. O colapso pulmonar motivou a transferência emergencial para o regime domiciliar provisório.
A Justiça sentenciou o réu no ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A equipe técnica do STF avaliará o requerimento médico nas próximas semanas para definir a logística de segurança hospitalar. Até o deferimento judicial da cirurgia, Bolsonaro permanece sob monitoramento estrito e recebe cuidados mitigatórios em casa.