Declarações de Baby do Brasil em culto geram controvérsia e reações enérgicas
Baby do Brasil gera revolta ao pedir perdão a agressores durante culto em boate de SP; D-Edge se distancia das declarações.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 13/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A recente manifestação da cantora e pastora Baby do Brasil durante um culto evangélico na casa noturna D-Edge, localizada em São Paulo, provocou uma onda de críticas nas plataformas digitais. O evento, realizado na última segunda-feira, 10, trouxe à tona um discurso que instava vítimas de abuso sexual a perdoarem seus agressores, incluindo aqueles que fazem parte do círculo familiar.
Essa declaração foi amplamente reprovada por internautas e resultou em uma ação da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que decidiu levar o caso ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) para que fosse feita uma investigação apropriada. O jornal Estadão tentou estabelecer contato com a equipe de Baby do Brasil e a assessoria da parlamentar, mas até o momento não obteve resposta.
Sâmia caracterizou as declarações de Baby como “lamentáveis e criminosas“, enfatizando a gravidade da violência sexual no Brasil. Dados alarmantes indicam que cerca de nove estupros são registrados a cada hora, com 61% das vítimas sendo menores de 14 anos.
O impacto das palavras da artista também repercutiu diretamente na D-Edge. Renato Ratier, proprietário da boate e organizador do culto, emitiu uma nota pública através de suas redes sociais condenando as declarações feitas por Baby. Na mensagem, ele destacou que o evento tinha como objetivo promover “amor, respeito e transformação“, mas reconheceu que algumas falas não refletem suas crenças pessoais.
Ratier expressou sua solidariedade às vítimas que se sentiram ofendidas pelas palavras da cantora e afirmou que não houve autorização para que ela realizasse tal discurso. Ele ainda revelou que Baby foi convidada para falar de última hora, sem seu consentimento prévio, e garantiu que as opiniões expressas não representam os valores dele ou os da D-Edge. O proprietário reiterou sua posição contra qualquer forma de abuso e discriminação, reforçando a importância de denunciar e investigar todos os crimes.
Além disso, Ratier sublinhou o compromisso da D-Edge com a diversidade e repudiou qualquer associação com a chamada “cura gay”, afirmando que essa noção nunca fez parte dos princípios da casa. A D-Edge sempre se pautou pelo respeito à comunidade LGBTQIAPN+ e continuará a oferecer sua programação voltada à música eletrônica sem alterações em sua proposta original.
Inicialmente, Ratier havia considerado a possibilidade de tornar o culto um evento mensal na D-Edge. Contudo, devido à controvérsia gerada pelas declarações de Baby do Brasil, decidiu cancelar qualquer plano relacionado ao projeto.