Debate: Abrindo o Mercado na China
Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC debate estratégia de internacionalização da região em curso sobre a China
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/02/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Identificar estratégias para colocar o Grande ABC dentro da China e como atrair investimentos chineses para a região é o objetivo do curso “Demandas e Possibilidades de Negócios e Intercâmbios com a China” realizado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC nesta quarta-feira (26/02).
“Vamos trabalhar por uma estratégia bem definida de internacionalização da região, observar as oportunidades e encontrar qual o melhor modelo de relação que podemos desenvolver com cidades chinesas. Ter uma estratégia para o mundo faz parte do planejamento da Agência”, afirmou o presidente da Agência e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques.
Na primeira parte do curso, o palestrante Vladimir Milton Pomar falou sobre os cenários e o panorama político e econômico das províncias chinesas. Pomar é diretor de negócios da BWP, empresa especializada em China. Atua em nível nacional nos dois países, em atração de investimentos, comércio exterior e relações institucionais com empresas, entidades empresariais e governos desde 1997.
“É uma relação estratégica e a China precisa muito do Brasil. É potencial do ponto de vista econômico, mas tem situação frágil do ponto de vista ambiental, agrícola, energético. A estratégia é a concentração em uma cidade ou, no máximo, em uma província para não correr o risco de dispersão. Não é vender para a China, mas para uma empresa, uma cidade, e expandir a partir daí”, explicou Pomar.
Para o presidente da Agência, a iniciativa do curso é abrir o debate e estimular a massa crítica. “É preciso sensibilizar a região porque é um trabalho a longo prazo. A ideia é realizar uma missão bem organizada para ‘vender’ a região na China e também atrair investimentos.”
O empresário Vangles Brito, da Vangles Motors do Brasil, aproveitou o curso para conhecer o mercado chinês. “Temos interesses em peças e vim tirar dúvidas de alguns receios de mercado. A empresa está começando e é preciso ter visão empreendedora”, afirmou.
Já Alcides dos Anjos, da Voxxel Consultoria de Sistemas, afirmou que estava perdendo projetos de peças automotivas para a China. “Quero ampliar os horizontes da empresa e trabalhar para produzir o que a China consome.”
De acordo com o palestrante, o comércio exterior aumentou 180 vezes entre 1978 e 2013 e passou de US$ 20 bilhões para US$ 3,6 trilhões. A China foi a maior exportadora do mundo com US$ 1,90 trilhões e a segundo maior importadora: US$ 1,74 trilhões (OMC 2011).