Dado Dolabella defende sua inocência em caso de agressão e critica sistema judiciário
Dado Dolabella critica a desigualdade no sistema judicial sobre violência de gênero, defendendo que a percepção pública afeta injustamente homens não condenados.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 10/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
O ator Dado Dolabella expressou suas frustrações em relação à forma como a sociedade e o sistema judicial lidam com casos de violência, especialmente quando envolve questões de gênero. Em declarações recentes, ele afirmou que não pretende viver como um condenado, uma vez que a Justiça não o condenou formalmente pelo episódio de agressão do qual foi acusado.
“Eu quero viver, eu tenho uma família, tenho três filhos. Não posso viver por causa de um problema, para o resto da vida, como se eu fosse um criminoso”, afirmou Dolabella. O ator destacou que a percepção pública muitas vezes prevalece sobre a decisão judicial, levando à estigmatização de indivíduos que não foram condenados. Ele argumentou que, mesmo na ausência de uma condenação, a voz feminina pode ter um peso desproporcional nas alegações de violência.
Dolabella descreveu a situação atual como “complicada” para os homens, ressaltando que as mulheres aparentemente têm vantagens não apenas nas questões legais, mas também no tratamento dado por diferentes esferas do sistema judiciário. Ele lembrou de sua prisão em 2018 devido a uma dívida de pensão alimentícia e criticou a morosidade da Justiça em processos revisionais relacionados à pensão, que, segundo ele, podem se arrastar por anos.
Em contraste, ele observou que os pedidos de execução feitos por mulheres são tratados com maior celeridade. “A prisão vai mais rápido do que a revisão. É injusto”, lamentou Dolabella, enfatizando sua tentativa de comprovar sua condição financeira na época.
O ator teve um relacionamento conturbado com a atriz Luana Piovani entre 2006 e 2008. Durante esse período, Piovani acusou Dolabella de violência doméstica e obteve uma medida protetiva que o impedia de se aproximar dela. Ele chegou a ser condenado em duas instâncias com base na Lei Maria da Penha; no entanto, as sentenças foram posteriormente anuladas pela Justiça do Rio de Janeiro. O tribunal acolheu a defesa do ator, que argumentou que a relação entre eles não se enquadrava nas definições de “domiciliar” ou “familiar” previstas na lei.
Em 2017, o caso foi considerado extinto pelo sistema judiciário. As declarações recentes de Dolabella levantam questões relevantes sobre o tratamento legal e social de homens acusados de violência e as desigualdades percebidas dentro do sistema judiciário brasileiro.