Custo de vida na Região Metropolitana sobe 4,71% em 2025

Transporte e saúde lideraram a pressão inflacionária no ano, afetando com maior intensidade o orçamento das famílias de classe E em São Paulo

Crédito: (Governo de SP)

O custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo encerrou 2025 com uma alta acumulada de 4,71%. Dados apurados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apontam que, apenas em dezembro, o indicador avançou 0,38%. O cenário econômico revela uma desaceleração tímida em relação ao ano anterior, quando o índice marcava 4,97%, mas o peso sobre o orçamento familiar permanece significativo.

Transportes, saúde e alimentação formaram a tríade responsável pela elevação do custo de vida na Região Metropolitana. A pressão foi sentida de maneira desigual entre as camadas sociais, penalizando quem ganha menos. Enquanto a classe A enfrentou uma inflação de 4,85% no ano, as famílias da classe E viram seus gastos subirem 5,15%.

Transportes disparam e lideram altas

Transporte Público - Transporte Coletivo
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O grupo de transportes atuou como o grande vilão de dezembro, registrando um salto mensal de 0,86%. A alta temporada do turismo e reajustes tarifários impulsionaram os preços. Quem precisou viajar ou se deslocar na capital sentiu o impacto imediato.

Os principais aumentos no setor foram:

  • Passagens aéreas: 13,1%
  • Metrô e trem: 7,2%
  • Ônibus interestaduais: 4,2%
  • Etanol (Varejo): 2,7%

Essa volatilidade nos transportes afeta diretamente a percepção do custo de vida na Região Metropolitana, especialmente para trabalhadores dependentes do transporte público e combustíveis.

Comportamento do custo de vida na Região Metropolitana na Saúde

Hospital Albert Sabin é reativado e reduz pela metade o tempo de espera
(Eric Romero/PMSCS)

A saúde não deu trégua ao consumidor. O setor avançou 0,68% no último mês do ano, acumulando uma alta expressiva de 5,66% em 2025. O encarecimento abrangeu tanto produtos de farmácia quanto serviços especializados.

No varejo farmacêutico e de higiene, os destaques foram:

  • Antibióticos: Alta observada no balcão.
  • Perfumes: Elevação de 2,2%.

Já no setor de serviços, a inflação médica foi ainda mais dura. Atendimentos odontológicos subiram 2,8% em apenas um mês, enquanto consultas com psicólogos ficaram 1,8% mais caras. Manter a saúde em dia tornou-se um desafio maior dentro do custo de vida na Região Metropolitana.

Alimentos e Habitação: o peso no prato e na conta de luz

Mercado - Compras - Consumo
(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O grupo de alimentação e bebidas, que possui o maior peso estatístico no índice, subiu 4,06% no acumulado do ano. Em dezembro, a alta foi de 0,38%. A alimentação no domicílio foi puxada por itens básicos da mesa brasileira. O leite longa vida subiu 2%, o queijo avançou 3,6% e o contrafilé registrou alta de 3,4%.

Curiosamente, a dinâmica anual penalizou mais as classes altas neste quesito. A alimentação fora do domicílio (restaurantes) subiu 4,39%, superando a inflação da comida em casa (3,83%).

Na contramão, a habitação ofereceu um breve alívio em dezembro, com queda de 0,16% graças à redução na energia elétrica. Contudo, essa retração pontual não apaga o histórico recente: em 12 meses, a habitação ainda é a maior responsável pela elevação estrutural do custo de vida na Região Metropolitana, acumulando alta de 8,51%.

O balanço de 2025 reforça a necessidade de planejamento financeiro rigoroso, já que os itens essenciais continuam pressionando o custo de vida na Região Metropolitana.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 05/02/2026
  • Fonte: FERVER