Curso em Agroecologia capacita agricultores urbanos em Diadema

A formação é realizada pela Prefeitura e dirigida a mais de 400 moradores que cultivam hortas comunitárias. Ao final, as hortas que adotarem as técnicas ensinadas vão receber certificação

Crédito: Igor Andrade

Começaram as aulas do curso Formação Agroecológica que a Secretaria de Segurança Alimentar de Diadema está oferecendo para agricultores urbanos da cidade e funcionários públicos envolvidos no programa municipal Agricultura Urbana.

O curso é gratuito e vem sendo realizado em oito polos, nos bairros, com aulas quinzenais.  Serão ministradas 13 oficinas, com aprendizados teóricos e práticos, que levarão conhecimentos, em agroecologia, para mais de 400 munícipes. A maioria é de agricultores urbanos que realizam plantio em 28 hortas comunitárias localizadas em área públicas.

O cultivo das hortas é de subsistência, mas para alguns agricultores, também é uma maneira de aumentar a renda familiar. Outro propósito do programa é incentivar o consumo de alimentos sem agrotóxicos e com isso promover mais qualidade de vida para os envolvidos.

Nos canteiros são plantados vários tipos de verduras, temperos, chás e alguns legumes. Técnicos do Programa Agricultura Urbana orientam os moradores sobre formas de plantios e manejos e a primeira horta é entregue pronta aos agricultores. É um estímulo inicial para que os integrantes da ação sigam em frente e percebam que nas cidades também é possível cultivar alimentos saudáveis.

“O curso é um passo importante para que as hortas comunitárias de Diadema cheguem na produção agroecológica. Nós já orientamos os agricultores para que façam o plantio com base nesse princípio, mas com a formação os participantes vão se qualificar melhor para aplicar as técnicas que esse tipo de cultivo exige”, afirma o secretário da Segurança Alimentar, Gel Antônio.

O secretário municipal explica que o curso é gratuito e que no final os agricultores poderão receber certificação. “Será feita uma avaliação e os grupos que já estiverem utilizando as técnicas ensinadas vão receber uma certificação como hortas em transição agroecológica. Isto significa produção sem venenos, respeito ao meio ambiente e, ainda, agrega valor aos alimentos na venda “, finaliza.

O que aprender nas oficinas – A formação é ministrada por uma cooperativa de trabalho, a Amater, e durante as oficinas, vários conceitos do plantio agroecológico serão repassados aos participantes. Entre eles, a biodiversidade; como trabalhar cada tipo de solo; aplicação e preparo de compostagens para a adubação; formas de irrigação, sem desperdícios de água e aproveitando as águas das chuvas; como aumentar a resistência das plantas contra ataques de pragas e doenças; e como adotar medidas para prevenção e diminuição de riscos de contaminação.

Outros pontos a serem abordados, são sobre procedimentos pós-produção – armazenamento, processamento, transporte e comercialização, até o consumidor final; economia solidária; formação de organização social e de empreendimentos solidários; formas de comercialização da produção, agregando valor aos produtos; e reconhecimento do agricultor urbano como agricultor familiar. 

“Eu já estou aprendendo coisas novas que vão me ajudar na plantação de verduras, chás e temperos. Eu quero conseguir a certificação agroecológica, porque isso será um aval para mostrar que o que eu produzo tem qualidade”, afirma a agricultora da Horta Comunitária SESI II, bairro Taboão, Ivonete Chagas Moura da Silva.

Para Ivan Santana, da Horta Barbozinha, bairro Serraria, o curso traz enriquecimento de informações e aprendizados de novas técnicas de plantio. “Era justamente o que estávamos precisando aqui na Horta Barbozinha. Com certeza o curso trará novos conhecimentos de como trabalharmos melhor a terra e, assim, vamos obter melhores resultados na produção de alimentos”, conclui.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 31/08/2023
  • Fonte: Teatro Liberdade