Cunha quer barrar testemunhas da Lava Jato em processo no Conselho

A defesa do presidente da Câmara protocolou no Conselho de Ética da Casa, pedido para que as oito testemunhas investigadas na Lava Jato não sejam ouvidas pelo colegiado

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O advogado Marcelo Nobre alega suspeição das testemunhas que foram arroladas no processo por quebra de decoro parlamentar, uma vez que elas fizeram delação premiada e vão falar de atos que não constaram no parecer preliminar do relator Marcos Rogério (DEM-RO).

Também na terça, o juiz federal Sérgio Moro autorizou a cúpula do Conselho de Ética a ouvir ainda neste mês as testemunhas que estão presas. Ele determinou que as oitivas aconteçam em sessões fechadas e em Curitiba, sede das investigações da Lava Jato.

Na semana passada, o relator deputado Marcos Rogério apresentou seu plano de trabalho para a fase de instrução do processo e pediu para que fossem ouvidos como testemunhas de acusação o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Júlio Camargo e Fernando Soares, o Fernando Baiano.

Rogério também decidiu convidar o ex-dirigente da BR Distribuidora João Augusto Henrique, Leonardo Meirelles, ligado a Youssef, o ex-gerente da Área Internacional da Petrobras Eduardo Vaz Musa, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior além do próprio representado. O colegiado não tem força de convocação, portanto as testemunhas são livres para recusar o convite.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 06/04/2016
  • Fonte: Sorria!,