Crônicas podem modificar a educação brasileira
Lançamento da editora Nossa Cultura traz análises do renomado educador José Pacheco sobre a construção social chamada Escola
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/05/2013
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
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“Mais provas não é sinônimo de mais qualidade no ensino. Fazer prova é como medir a temperatura. O termômetro que registra a febre não dá o diagnóstico nem prescreve a terapêutica, apenas sinaliza o estado febril. A solução não está no termômetro”.
José Pacheco
Rompendo os paradigmas da educação tradicional brasileira ao mesmo tempo em que expõe uma insatisfação constante pelo formato em que ela é aplicada no Brasil, o educador José Pacheco traz por meio do livro Crônicas Educação textos de sua autoria que explicitam sua inconformada visão sobre a construção social chamada Escola.
Organizado pelo professor Samuel Lago e publicado pela Nossa Cultura, esse projeto editorial reúne 30 escritos do autor, nos quais fala desde sua visão sobre o papel das avaliações escolares até os sete pilares da educação – conhecer, fazer, ser, conviver, aprender a desaprender, aprender a desobedecer e aprender a desaparecer.
Pacheco nasceu em Portugal, em 10 de maio de 1951. Este genial “miúdo” tinha apenas 25 anos quando iniciou o Projeto da Escola da Ponte. Um jovem sonhador que sempre acreditou que a mente humana, uma vez dilatada por uma ideia, nunca volta às suas dimensões originais. Hoje residindo no Brasil, ele presta orientação técnico-pedagógica para mais de cem escolas que também sonham em sair da mesmice predominante.
Por meio desta obra, ele convida políticos, educadores, coordenadores e diretores, a refletirem por que razão os professores das escolas brasileiras não estudam devidamente autores como Brecht, que confirma a existência de seres inspirados – e chamados indispensáveis – que viveram “na contramão da História”, aprendendo a surfar no dilúvio de lixo cultural em que a sociedade se afundou.
Segundo o autor, “talvez isso os condene a um praticismo inconsequente, que adia a reconfiguração das escolas e compromete o futuro do país. Porque o Brasil parece padecer de algo que Nelson Rodrigues chamou de síndrome do vira-lata: admira e imita modas vindas de fora; despreza aquilo que é seu”.
Sobre o autor: Especialista em Música e em Leitura e Escrita, José Pacheco é mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Coordena, desde 1976, a Escola da Ponte, da qual é idealizador, instituição que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes. É autor de livros e de diversos artigos sobre educação, definindo-se como "um louco com noções de prática".
Outras obras
• Quando eu for grande, quero ir à Primavera., (2000) Ed. Didática Suplegraf.
• Sozinhos na Escola., (2003) Ed. Didática Suplegraf.
• Caminhos para a Inclusão, (2006) Artmed Editora.
• Escola da Ponte, (2008) Vozes Editora.
• Crônicas Educação (2013) Editora Nossa Cultura
Ficha Técnica:
Autor: José Pacheco
ISBN: 978-85-8066-101-9
Organização: Samuel Ramos Lago
Preço: R$ 34,90
Páginas: 72