Crises de rinite e sinusite aumentam durante férias de verão
Exposição ao ar-condicionado, mudanças de temperatura e ambientes fechados podem causar desconfortos respiratórios
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 07/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Durante as férias escolares e o verão, cresce o número de viagens e, com elas, a incidência de crises de rinite e sinusite nas férias, além de irritações nas vias aéreas superiores. O uso prolongado de ar-condicionado, as mudanças bruscas de temperatura e longos períodos em ambientes fechados podem comprometer a saúde do nariz e da garganta, especialmente em crianças, idosos e pessoas alérgicas.
Segundo o otorrinolaringologista Thiago Brunelli, do Hospital Santa Casa de Mauá, viagens expõem o organismo a fatores que favorecem inflamações. “Ônibus, carros, aviões e hotéis costumam manter o ar-condicionado ligado por longos períodos, ressecando as vias aéreas, diminuindo a proteção natural do nariz e facilitando crises alérgicas e infecções”, explica.
Sintomas e fatores de risco

O ressecamento das mucosas é um dos principais gatilhos para desconfortos como ardor no nariz, dor de garganta, congestão nasal, espirros frequentes e sensação de ouvido tampado. Além disso, a alternância entre calor intenso externo e ambientes frios contribui para a inflamação das vias respiratórias. “Essas mudanças bruscas dificultam a adaptação do organismo e podem agravar quadros de rinite e sinusite já existentes”, alerta Brunelli.
Cuidados preventivos

Para evitar que as férias sejam prejudicadas por problemas respiratórios, alguns cuidados simples ajudam a reduzir os riscos. Manter boa hidratação preserva a umidade das mucosas; evitar temperaturas muito baixas no ar-condicionado e não direcionar o fluxo de ar diretamente ao rosto também é recomendado. Em viagens longas, o uso de soro fisiológico para lavar o nariz auxilia na remoção de impurezas e na proteção das vias aéreas.
É importante ficar atento a sinais de alerta, como congestão nasal persistente, dor facial, secreção espessa, dor de garganta frequente ou febre. “Nesses casos, a avaliação médica é essencial para evitar complicações”, orienta o especialista.