Crise política se agrava na Coreia do Sul
Impeachment de Yoon Suk Yeol gera protestos massivos e paralisia no Parlamento enquanto tensão aumenta no país.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 07/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
A crise política na Coreia do Sul se intensificou com a votação do impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, que foi paralisada neste sábado (7) após uma manobra dos parlamentares governistas. Durante o processo, membros do Partido do Poder do Povo (PPP), de Yoon, abandonaram o plenário, enquanto a oposição, liderada pelo Partido Democrático, pressionava pela continuidade da votação. Apenas três representantes do PPP permaneceram na Assembleia Nacional, situada em Seul, conforme relatado pela agência Yonhap.
Do lado de fora, milhares de manifestantes ocupavam as imediações da Assembleia, clamando pela destituição de Yoon. A movimentação nas estações de metrô próximas foi suspensa para conter o fluxo de pessoas. O ambiente era agitado com cânticos e músicas sul-coreanas, apesar das baixas temperaturas que chegaram a 0ºC.
A tensão aumentou após a tentativa de invasão ao prédio por soldados transportados em helicópteros na terça-feira anterior, quando Yoon decretou lei marcial. A medida autoritária gerou uma onda de protestos e pedidos de renúncia por parte de funcionários e da população. O presidente posteriormente pediu desculpas à nação.
A oposição necessita conquistar ao menos oito votos do PPP para atingir a maioria qualificada necessária para o impeachment. Enquanto isso, os governistas rejeitaram um pedido de investigação contra a primeira-dama Kim Keon-hee por suspeitas de corrupção.
O impasse deve se estender até domingo (8), conforme informou o secretário do Parlamento. Caso o impeachment não seja aprovado, a oposição planeja retomar a moção na próxima quarta-feira. A situação revela uma crescente insatisfação política e social no país, que se vê dividido entre a liderança atual e um forte desejo por mudanças estruturais e democráticas.