Estudo revela crise na saúde dos professores de SP

Estudo mostra que 63,5% dos professores de SP se afastaram por problemas de saúde

Crédito: Seduc-SP

Um estudo recente realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (Aprofem), revelou dados alarmantes sobre a saúde dos educadores da rede pública municipal. A pesquisa, que abrangeu mais de 2.500 professores, constatou que 63,5% dos entrevistados se afastaram de suas funções devido a problemas de saúde nos últimos doze meses.

Os resultados apontam que entre os motivos mais frequentes para os afastamentos estão condições como hipertensão (17%), diabetes (5%), e distúrbios ortopédicos (5%). Além disso, a saúde mental dos profissionais também é uma preocupação significativa: mais de 80% relataram ter enfrentado algum transtorno psicológico, sendo a ansiedade o problema mais comum, afetando 37% dos participantes.

O estudo também revelou que aproximadamente 62,5% dos docentes relataram ter sido vítimas de violência em algum momento no último ano, com a violência verbal sendo a mais prevalente.

A Secretaria Municipal da Educação falou com a TV Globo para comentar sobre os resultados da pesquisa e as condições enfrentadas pelos professores. Em resposta, a pasta informou que as licenças médicas entre os docentes apresentaram uma diminuição entre 16% e 20%, conforme a série. Além disso, destacaram o programa Rede Somos, que oferece suporte à saúde mental com um quadro dedicado de 340 profissionais.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 08/10/2025
  • Fonte: FERVER