Crianças são alvo de vacinação contra hepatite A em São Bernardo
Estimativa é que, em média, 10 mil crianças sejam imunizadas por ano. É necessária apenas uma dose para a imunização das crianças
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 01/09/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A partir desta segunda-feira (1), crianças na faixa etária entre 12 e 23 meses podem tomar a vacina contra a hepatite A, que estará disponível nas 33 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de São Bernardo do Campo. É necessária apenas uma dose para a imunização das crianças. A vacina integra o Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Contagiosa, a hepatite A é transmitida por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus. É uma doença que geralmente não apresenta sintomas, porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
O diagnóstico da doença é realizado por exame de sangue e, após a confirmação, o profissional de saúde indicará o tratamento mais adequado. A doença tem cura, mas é necessário que o portador siga corretamente as recomendações médicas.
A chefe de divisão de Vigilância Epidemiológica Cândida Rosa Alves Kirshhbaum explicou que, diferente de uma campanha de vacinação, neste ano não há uma meta de crianças a serem imunizadas. “A vacina entra no calendário e estará disponível. A estimativa é que, em média, 10 mil crianças sejam imunizadas por ano”, disse. “Esse tipo da doença acomete mais as crianças, mas não tão grave quanto as demais, mas deve ser tratada”, destacou.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, estima-se que ocorram, por ano, 130 novos casos de Hepatite A a cada 100 mil habitantes.
OUTRAS HEPATITES – Também está disponível na rede de atenção básica a vacina contra a hepatite B, mas, nesse caso, são necessárias até quatro doses da vacina para imunização – a quantidade de doses depende de avaliação médica.
A hepatite B, assim como a C, é contraída por meio de contato com sangue contaminado pelo vírus. “Pode ser por contato sexual, seringa contaminada e alicate de unha, entre outros. Nesse caso, se não cuidada de forma adequada, a doença pode causar até câncer de fígado e o paciente se tornar crônico, transmitindo o vírus para o resto da vida”, explicou a chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica.