Crescimento do diabetes gestacional: Um desafio na saúde materna
causas, riscos e a importância do controle durante a gravidez para proteger mãe e bebê
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 28/01/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O diabetes gestacional tem se tornado uma das complicações mais significativas da gravidez, com um aumento notável em sua incidência nos últimos anos. Segundo o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia, essa condição é caracterizada pela intolerância aos carboidratos que se desenvolve durante a gestação.
Esse crescimento alarmante da doença está associado a diversos fatores, incluindo o avanço da idade materna, a prevalência crescente da obesidade e as mudanças nas diretrizes de rastreamento diagnóstico.
As consequências do diabetes gestacional são preocupantes para o feto, podendo resultar em condições como macrossomia, que se refere ao crescimento excessivo do bebê. Isso eleva os riscos de parto prematuro e lesões durante o nascimento, além de potenciais complicações mais graves, como a morte fetal. Os recém-nascidos também podem apresentar níveis elevados de glicose no sangue, aumentando a probabilidade de hipoglicemia neonatal e predisposição ao desenvolvimento de obesidade e diabetes tipo 2 na fase adulta.
Dessa forma, a prevenção e o manejo adequado dessa condição durante o pré-natal são fundamentais para mitigar os riscos associados, tanto no Brasil quanto globalmente.
A condição é marcada pelo aumento das taxas de glicose no sangue da mãe, o que acarreta uma elevação correspondente nos níveis de glicose na circulação do feto. Os principais fatores de risco incluem um histórico familiar de diabetes — especialmente entre parentes diretos — e a presença anterior de diabetes gestacional ou obesidade nas gestantes.
Para aquelas que apresentam fatores de risco, intervenções visando a redução da resistência à insulina são recomendadas. Essas intervenções podem incluir modificações na dieta, incentivo à prática de atividades físicas e programas para ajudar na cessação do tabagismo.
O diagnóstico do diabetes gestacional inicia-se com a coleta da glicemia em jejum durante o primeiro exame de sangue realizado na gestante. De acordo com as orientações do Manual de Rastreamento de Diabetes do Ministério da Saúde, a curva glicêmica é considerada o teste mais eficaz para o diagnóstico. Este exame deve ser realizado entre 24 e 28 semanas de gestação e envolve a coleta inicial da glicemia em jejum seguida pela ingestão de uma solução açucarada (75 gramas). Novas coletas são feitas após 1 e 2 horas; um resultado é considerado alterado se qualquer uma dessas medições estiver acima dos valores normais.
Após a confirmação do diagnóstico, é indicada uma dieta controlada em açúcares, priorizando carboidratos integrais e com baixo índice glicêmico.
A gestante deve monitorar seus níveis de glicose regularmente em casa. Esse acompanhamento pode ser feito por meio de métodos intermitentes ou contínuos, utilizando sensores conectados ao corpo. Estima-se que entre 60% e 70% das mulheres consigam controlar seus níveis glicêmicos por meio da alimentação adequada e atividade física; no entanto, em alguns casos, pode ser necessária a insulinoterapia.
É importante destacar que a falta de tratamento ou um controle inadequado do diabetes gestacional pode levar a diversas complicações tanto para a mãe quanto para o bebê. As mães podem enfrentar um risco aumentado de hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia e complicações no parto cesáreo, além de possíveis hemorragias pós-parto.