Crescimento do crédito no Brasil: Febraban projeta alta de 8,5%
Famílias podem ver aumento significativo
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 30/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou os resultados da sua Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas, indicando que a projeção de crescimento do crédito para o ano de 2025 é de 8,5%. O levantamento, realizado entre os dias 14 e 19 de maio com a participação de 22 instituições financeiras, revela uma leve estabilidade em relação à previsão anterior, que era de 8,6% em março. Essa análise sugere uma tendência de desaceleração gradual no crescimento do crédito ao longo deste ano.
De acordo com os dados apresentados, a expectativa para a expansão da carteira de crédito com recursos livres permanece praticamente inalterada, com uma projeção de 8,1%, ligeiramente inferior aos 8,2% registrados na pesquisa anterior.
No que tange ao crédito destinado às famílias, a pesquisa indica que um pouco mais da metade dos analistas consultados, especificamente 55%, antecipa um crescimento próximo a dois dígitos durante o ano. Este percentual é superior ao observado no levantamento de março, quando apenas 50% dos especialistas acreditavam nessa possibilidade.
Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, comentou sobre os resultados: “Apesar do aumento significativo das incertezas no cenário internacional e da continuidade do ciclo de elevação da taxa Selic desde a última pesquisa, as revisões nas previsões para o crescimento do crédito foram bastante marginais”.
O diretor enfatizou ainda que a perspectiva é de que tanto o crédito quanto a atividade econômica continuem apresentando uma expansão significativa em 2025, mesmo com algumas evidências de desaceleração ao longo deste ano. Ele destacou que essa tendência é especialmente verdadeira para as famílias beneficiadas por um mercado de trabalho dinâmico e pelo contínuo crescimento dos benefícios sociais, além do lançamento do programa “Crédito ao Trabalhador”.