Cresce número de mulheres vítimas de AVC
Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o número de mulheres que sofreram AVC já ultrapassou os dados registrados de vítimas masculinas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 11/06/2018
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, por muito tempo foi associado ao sexo masculino. Atualmente, a patologia é uma das que mais mata no Brasil e as mulheres estão, cada vez mais, propensas a sofrerem com a doença. Os motivos para o aumento dos casos no sexo feminino são o envelhecimento e a menopausa.
Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o número de mulheres que sofreram AVC já ultrapassou os dados registrados de vítimas masculinas. Levantamento divulgado pela SBC aponta que 50.252 mulheres foram atingidas no Brasil, enquanto 50.251 foram homens. “A idade é um fator de risco e, por viverem mais que os homens, as ocorrências tendem a aumentar. Ao se aproximar da menopausa, a mulher também pode sofrer com o AVC”, afirmou o neurologista do Hospital Estadual de Diadema, Drº Pablo José de Almeida.
Quando o AVC acontece em mulheres abaixo dos 35 anos, é preciso que seja investigado. Isso para descartar doenças trombóticas, como a coagulação do sangue. “Sabemos que, grande parte do sexo feminino, quando jovem, toma anticoncepcional e a pílula pode desenvolver trombose. Por esse motivo, correm mais riscos de desenvolver o AVC.”, disse o médico.
O Acidente Vascular Cerebral é uma doença debilitante, ou seja, causa algum tipo de sequela. Ainda que possa causar a morte, os casos fatais são menos frequentes. Almeida orienta que o tratamento seja feito o mais rápido possível. A melhor prevenção, segundo o médico, é o cuidado com a saúde e a realização rotineira de consultas médicas.
Como identificar um AVC
O AVC, no estágio inicial, costuma apresentar alguns sinais específicos como fraquezas nos braços e pernas e alteração na expressão facial. “Quando perceber alguns desses sintomas, procure o serviço de urgência, para que seja feita uma avaliação”, afirma o neurologista Drº Pablo José de Almeida
Para facilitar o reconhecimento da doença, o SAMU desenvolveu uma técnica que ajuda a identificar quando uma pessoa está sofrendo o estágio inicial do AVC. Os sinais se repetem. É preciso perceber se houve mudança de comportamento da vítima.
As quatro etapas seguem a abreviação “S.A.M.U”: Sorria, Abrace, Música e Urgente.
Sorria – Peça para a pessoa dar um sorriso. Caso um dos lados da face, entorte ou paralise, é provável que seja um AVC.
Abrace – Veja se a vítima consegue levantar os dois braços. Se um deles cair, trata-se de outro sintoma.
Música – Incentive a pessoa a repetir uma frase de música. Não conseguir pronunciar corretamente também é uma indicação de AVC.
Urgente – Caso tenha identificado alguns dos sintomas, ligue para o SAMU no 192.
Prevenções
Tanto para o homem quanto para mulher, o cuidado com a saúde é a melhor medida. 90% dos derrames podem ser evitados.
Pressão alta, sedentarismo e má alimentação são problemas que desenvolvem o AVC e podem ser combatidos. “É importante mostrar para as pessoas que elas podem, por meio de uma rotina saudável, prevenir a doença que mais mata no Brasil, como controlar a pressão arterial, fazer atividades físicas regularmente, ter uma dieta balanceada, reduzir o colesterol e manter-se no peso adequado”, recomenda o médico coordenador do núcleo de Educação Permanente do SAMU de Diadema, Paulo Hori.
Além disso, é aconselhada a redução no consumo de bebidas alcoólicas e no uso de cigarros. Cuidados com a diabetes e exames cardíacos rotineiros devem ser realizados.
Previna-se:
Controle a Pressão Alta – A hipertensão está ligada a quase metade de todos os AVCs.
Faça atividade física moderada cinco vezes na semana – Cerca de 1/3 dos AVCs acontecem em pessoas que não fazem atividade física regular.
Tenha uma dieta saudável e balanceada – Quase 1/4dos AVCs estão ligados a má-alimentação.
Reduza o colesterol – Mais de um em cada quatro AVCs estão ligados a níveis altos de colesterol “ruim” (LDL). Troque gorduras saturadas, como as das carnes, por gorduras insaturadas e não-hidrogenadas, como abacate e nozes.
Mantenha um peso adequado – Quase um em cada cinco AVCs está relacionado à obesidade.
Pare de fumar e evite exposição ao fumo passivo – Mais de um em cada 10 AVCs estão ligadas ao tabagismo.
Reduza a ingestão de bebida alcoólica – Mais de um milhão de AVCs a cada ano estão ligados ao consumo excessivo de álcool.
Identifique doenças cardíacas – Batimentos cardíacos irregulares ou outra doença do coração estão ligados a 9% dos AVCs. Faça exames preventivos.
Diabetes – O diabetes aumenta o risco de AVC. Reduzir o risco de diabetes, reduz o risco de AVC.