Cresce matrícula de crianças em creches no Brasil
Entre os jovens de 15 a 29 anos, a taxa de abandono escolar continua preocupante
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 04/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
Uma nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (4), revela um aumento na taxa de crianças matriculadas em escolas ou creches no Brasil. O estudo, parte da Síntese de Indicadores Sociais 2024, analisa diversas condições de vida da população, incluindo educação, saúde e mercado de trabalho.
Os dados indicam que a frequência escolar entre crianças de 0 a 3 anos subiu de 36% em 2022 para 38,7% em 2023. Para aquelas de 4 e 5 anos, cuja matrícula é obrigatória por lei, o índice passou de 91,5% para 92,9%. A pesquisa também destaca que 19,5% das crianças em creches são atendidas pela rede privada, com variações significativas entre estados. Enquanto no Rio de Janeiro e no Distrito Federal essa proporção é de 38,3%, no Tocantins e no Acre é apenas 7,4%.
Ainda há desafios para alcançar as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que determina que 50% das crianças de até 3 anos devem estar matriculadas. Segundo Bruno Mandelli Perez, analista do IBGE, a meta dificilmente será atingida até o fim do atual plano em 2025.
O levantamento também evidencia disparidades regionais. Nas regiões Sul e Sudeste, cerca de 45% das crianças entre 0 e 3 anos frequentam creches ou escolas, enquanto no Norte esse número cai para 20,9%. Para crianças de 4 e 5 anos, houve uma recuperação pós-pandemia na frequência escolar, que chegou a cair durante a crise sanitária.
Entre os jovens de 15 a 29 anos, a taxa de abandono escolar continua preocupante. Em 2023, aproximadamente 9,1 milhões dessa faixa etária deixaram os estudos sem concluir a educação básica. A necessidade de trabalhar foi a principal razão apontada por homens (53,5%) e mulheres (25,5%). Para as mulheres, gravidez (23,1%) e afazeres domésticos (9,5%) também foram fatores significativos.
O estudo ressalta ainda que uma parcela expressiva da população adulta não concluiu o ensino médio: em 2023, este índice foi de 40,1% entre pessoas de 25 a 64 anos. Esse percentual supera o dobro da média registrada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em países desenvolvidos.
Esses dados evidenciam os desafios enfrentados pelo Brasil na área educacional e a necessidade urgente de políticas eficazes para garantir o acesso universal à educação básica e melhorar as taxas de conclusão do ensino médio.