Cresce 8% o roubo de motos em SP
Um furto a cada 13 minutos e vítimas de todas as classes sociais
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 21/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Dados recentes indicam que a criminalidade em São Paulo, especificamente relacionada a roubos e furtos de motocicletas, apresenta um crescimento preocupante. Analisando os boletins de ocorrência de 2024 e 2025, constatou-se um aumento de 8% nos registros em comparação com o ano anterior.
No estado de São Paulo, a frequência desses crimes é alarmante, com uma motocicleta sendo roubada ou furtada a cada 13 minutos. Na capital paulista, essa média sobe para 33 minutos, resultando em aproximadamente 43 motos subtraídas diariamente.
Os furtos e roubos atingem vítimas de diversas classes sociais, abrangendo tanto proprietários de modelos luxuosos quanto aqueles que dependem de motocicletas populares para o seu cotidiano. O delegado Jean Tudy dos Santos destaca que as motocicletas mais visadas são, em sua maioria, aquelas pertencentes a trabalhadores que utilizam os veículos para se deslocar ao trabalho ou à escola.
O programa Fantástico apresentou um estudo detalhado sobre essa situação, evidenciando o mapa dos crimes relacionados a motos na metrópole. Segundo os dados coletados, a região da Bela Vista se destaca como o local onde ocorrem o maior número de incidentes. Em um raio de 500 metros dessa área, foram registrados 107 casos de roubo e furto nos últimos 14 meses, com a Avenida 23 de Maio servindo como rota frequente para os criminosos.
Uma das histórias impactantes reportadas envolve um jovem que teve sua moto roubada enquanto estava em aula. Após registrar o furto, ele recebeu uma notícia devastadora: sua motocicleta havia sido utilizada em um latrocínio, crime que culminou na morte do arquiteto Jefferson Dias Aguiar. Essa experiência deixou o jovem traumatizado e impossibilitado de continuar trabalhando como entregador.
A ostentação nas redes sociais por parte dos criminosos contrasta fortemente com o sofrimento das vítimas. Um dos assaltantes, identificado como Matheus Costa Silva, conhecido como Tezoca, foi flagrado em conversa com um comparsa, se gabando sobre seus roubos recentes e mencionando quantas motocicletas havia subtraído.
A Polícia Civil informa que as quadrilhas envolvidas nessas atividades ilícitas não apenas desmancham as motos para revender as peças no mercado negro, mas também utilizam modelos mais caros para exibir status nas redes sociais.
Em resposta ao crescimento desses crimes, a Secretaria de Segurança Pública do estado anunciou investimentos significativos no combate à criminalidade, totalizando R$ 743,2 milhões em novas viaturas e tecnologias para aprimorar a segurança pública.