CPTM projeta nova estação em Rio Grande da Serra até 2030
Projeto inclui terminal de ônibus integrado e obras imediatas para melhorar acessibilidade e fluxo
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 18/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A construção de uma nova estação ferroviária em Rio Grande da Serra, ponto final da Linha 10-Turquesa, voltou ao centro do planejamento metroferroviário paulista com a previsão de entrega da nova estrutura até 2030, conforme diretrizes do Plano de Negócios da CPTM para 2026. O projeto não prevê a demolição da estação atual, que é tombada, mas a implantação de um novo terminal em área próxima, cuja condição patrimonial tombada limita intervenções estruturais mais profundas e impede a adequação plena às normas contemporâneas de acessibilidade e operação.
O cronograma técnico indica que, ao longo de 2026, a companhia deve concluir os estudos de alternativas para o projeto executivo. A etapa seguinte envolve a abertura do processo de licitação e a formalização do contrato de obras, o que permitirá o início da fase de implantação física. A estimativa operacional aponta para cerca de três anos de construção após a assinatura contratual, dentro dos padrões exigidos para sistemas metroferroviários.
Intervenção imediata na estação atual

Paralelamente ao planejamento da nova infraestrutura, a administração de Rio Grande da Serra articulou com a CPTM uma intervenção de curto prazo na estação existente. A previsão é de início, ainda no primeiro semestre de 2026, de um conjunto de ações de restauro e modernização, incluindo a recuperação completa da passarela de acesso. A medida tem caráter emergencial e busca ampliar a segurança estrutural, melhorar a circulação interna e garantir condições mínimas de acessibilidade enquanto o novo terminal não é entregue.
A estratégia de atuar em duas frentes reflete a tentativa de mitigar gargalos históricos de fluxo de passageiros no extremo da linha, onde a demanda cotidiana se concentra em horários de pico e enfrenta limitações físicas da estrutura atual.
Nova estação de Rio Grande da Serra e reorganização modal
O projeto em desenvolvimento prevê que a nova estação seja implantada antes da parada existente, incorporando um terminal de ônibus integrado. A proposta é reorganizar a distribuição de passageiros entre os modais e qualificar o acesso ao sistema ferroviário, reduzindo conflitos de circulação e ampliando a eficiência dos deslocamentos intermunicipais.
A futura infraestrutura também é vista como vetor de requalificação urbana no entorno ferroviário, com potencial de estimular atividades econômicas locais e melhorar a conectividade regional dentro do eixo do Grande ABC.
No âmbito político-administrativo, o prefeito Akira Auriani mantém interlocução direta com o Governo do Estado e com a direção da CPTM para acompanhar o avanço do cronograma. A expectativa municipal é de que as obras tenham início no segundo semestre de 2027, após a conclusão das etapas técnicas e burocráticas.

Debate sobre expansão ferroviária permanece sem avanço
A modernização da estação avança como a principal resposta às demandas imediatas de mobilidade, enquanto projetos de expansão da malha, como a ligação ferroviária de passageiros entre Rio Grande da Serra e Suzano, seguem fora das prioridades do governo estadual. A gestão Tarcísio de Freitas sustenta que a conversão do trecho hoje dedicado ao transporte de cargas esbarra em limitações técnicas e em projeções de demanda consideradas insuficientes para justificar o investimento.
Nesse cenário, a atenção se volta à requalificação do terminal existente e à construção da nova estação em Rio Grande da Serra, como eixo estruturante para o transporte local. A expectativa é que a combinação entre as intervenções de curto prazo e o novo equipamento ferroviário reduza gargalos históricos, melhore as condições de acessibilidade e reorganize a integração com outros modais no atual ponto final da Linha 10-Turquesa.