CPI da Petrobras pode ouvir policiais federais em sessão reservada
Pela primeira vez na CPI da Petrobras 2 depoimentos devem ocorrer nesta manhã a portas fechadas: a do agente da PF Dalmey Fernando Werlang e do delegado da PF José Alberto de Freitas Iegas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/07/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A realização em caráter reservado da audiência ainda depende da aprovação do plenário da comissão.
O agente da PF está envolvido no caso da escuta clandestina encontrada no segundo andar da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba – sede das investigações da Operação Lava Jato. Especialista no assunto, o agente é apontado como responsável pela implantação da escuta clandestina e também pelas escutas inativas na cela onde estava o doleiro Alberto Youssef. Iegas era diretor de Inteligência da PF e teria mandado investigar o caso de abril do ano passado.
Embora não tenha mais nenhuma relação com as investigações da Operação Lava Jato, o ex-diretor da PF informou aos deputados que, como as investigações sobre a escuta ambiental ainda estão sob sigilo judicial, não poderia depor em uma sessão aberta. O deputado Aluísio Mendes (PSDC-MA) anunciou que pedirá a quebra de sigilo das investigações sobre o caso.
Iegas e Werlang foram convocados para esclarecer se houve esquema de cooptação de agentes federais para que a operação fosse desqualificada, o que acarretaria a invalidação dos inquéritos.
Petroquímica Suzano
Possivelmente o único a ser ouvido hoje em sessão aberta é o empresário Auro Gorentzvaig, ex-conselheiro e acionista da Petroquímica Triunfo. O empresário disse ao Ministério Público Federal que a Petrobras comprou a Petroquímica Suzano pelo triplo do valor de mercado.
Ele sustentou que a negociação se deu com o conhecimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. O objetivo, segundo Gorentzvaig, era salvar a Suzano Petroquímica, que estava endividada.