Coruja-Orelhuda volta à natureza em Santo André
Após receberem cuidados da equipe do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, animais silvestres voltaram à natureza
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O trabalho contínuo de preservação da fauna silvestre em áreas urbanas de Santo André ganhou um novo e inspirador capítulo. O Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal da Prefeitura realizou a soltura de dois animais – uma coruja-orelhuda (Asio clamator) e uma cobra d’água (Erythrolamprus miliaris) – que haviam sido resgatados em bairros residenciais da cidade. Após receberem todos os cuidados necessários, os exemplares foram reintegrados ao seu habitat natural, o Parque do Pedroso, reforçando a importância da proteção à fauna silvestre em Santo André.
A ação coordenada, que envolveu a comunidade e profissionais especializados, sublinha a relevância de um protocolo de resgate seguro e ético, garantindo que os animais silvestres tenham uma segunda chance longe dos riscos do ambiente urbano.
O risco da linha de Pipa e a Jornada da Coruja-Orelhuda
A história da coruja-orelhuda (Asio clamator) ilustra os perigos que a fauna silvestre enfrenta nas cidades. A ave foi encontrada em uma residência no Jardim Cristiane, com um ferimento na asa causado por linha de pipa. Este é um alerta crucial sobre o uso de cerol e linhas cortantes, que representam uma grave ameaça à vida dos animais voadores.
Imediatamente após o resgate, a coruja recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para um tratamento especializado. O animal passou por um período de reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres do Parque Ecológico do Tietê. A equipe do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal acompanhou de perto todo o processo de recuperação até que a coruja estivesse apta para voltar ao seu lar, sendo a soltura realizada no Parque do Pedroso. A proteção à fauna silvestre em Santo André demanda um esforço conjunto da população para evitar acidentes como este.
Cobra d’Água Resgatada em Vaso de Plantas
O segundo resgate, que também culminou na soltura de uma cobra d’água, ocorreu no bairro Utinga. A serpente, identificada como uma Erythrolamprus miliaris, foi encontrada dentro de um vaso de plantas por um munícipe. Essa espécie, popularmente conhecida como cobra d’água, é áglifa, ou seja, não possui dentes capazes de inocular veneno, mas seu resgate por profissionais é fundamental para evitar acidentes e estresse ao animal.
A cobra d’água foi recolhida pelos especialistas, examinada para garantir seu bem-estar e transportada em segurança até o Parque do Pedroso. A gerente do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, Daniela Freire, explica que a escolha do local para a soltura é estratégica: “Se o animal estiver bem, a gente faz a soltura numa área de incidência mais próxima, para mantê-lo na fauna local de onde foi encontrado, apenas tirando do risco ou perigo que possa ter”. Essa prática é essencial para manter o equilíbrio ecológico e reforçar a proteção à fauna silvestre em Santo André.
3 Vias de Contato: Como Acionar o Resgate de Animais Silvestres
O sucesso desses resgates dependeu da colaboração dos moradores, que agiram rapidamente e de forma correta, acionando o poder público. Daniela Freire faz um apelo importante: “Sempre que um munícipe se deparar com um animal silvestre, é muito importante ele acionar o Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal para buscar orientação e solicitar o resgate”.
- A orientação profissional é vital: A gerente alerta que a manipulação de animais silvestres, especialmente serpentes, deve ser evitada. “No caso das serpentes, por exemplo, se for um animal peçonhento, a gente precisa ter cuidado redobrado para não ter um acidente”, salienta.
- O uso da tecnologia: Os munícipes de Santo André podem solicitar o resgate e apoio por meio do aplicativo Colab (disponível para download na Play Store ou na App Store), uma ferramenta eficaz para a proteção à fauna silvestre em Santo André.
- Canais de telefone: O departamento também pode ser acionado pelos telefones 4433-1958 ou 0800-019-1944.
A Questão dos Gambás e o Respeito ao Ciclo Natural
A gerente Daniela Freire aproveitou o tema para orientar a população sobre o avistamento de gambás. Ela reforça que nem todo avistamento exige a recolha do animal, especialmente na primavera. “O gambá, por exemplo, a gente tem na cidade inteira, principalmente agora, começo da primavera, até dezembro, encontramos bastante mamãe gambá com filhote. É um mamífero, um marsupial, muita gente confunde com rato, mas não é roedor e carrega os bebezinhos na bolsa”, explica.
O gambá, que tem hábitos solitários e noturnos, é um importante predador de animais peçonhentos, sendo um aliado natural no controle biológico urbano. A correta identificação e o respeito ao espaço desses animais são passos cruciais para a proteção à fauna silvestre em Santo André e para a convivência harmoniosa entre a vida urbana e a natureza remanescente.