Corte da França vai julgar Maluf só em maio

A Justiça da França vai decidir somente no dia 9 de maio se o deputado Paulo Maluf (PP-SP) será ou não condenado por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Além dele, sua mulher, Sylvia Lutfala Maluf, e o filho Flávio correm o risco de perder 1,84 milhão de euros bloqueados em contas da família, além de ter de pagar multas que já chegam a 500 mil euros.

A Corte de Apelações de Paris iniciou na segunda-feira, 6, o julgamento do recurso do deputado Paulo Maluf (PP/SP) contra sua condenação na França. O julgamento durou três dias.

Maluf, ex-prefeito de São Paulo (1993/1996), foi condenado pela Justiça francesa em outubro de 2015 a três anos de prisão por lavagem de dinheiro – crime que teria praticado no período entre 1996 e 2003.

Contra a condenação, a defesa de Maluf ingressou com recurso perante a Corte de Apelações de Paris.

No primeiro dia de julgamento, depôs a jurista brasileira Ada Pellegrini Grinover. Ela foi à Corte como expert testemunha e expôs teses jurídicas do Brasil que se aplicam ao direito francês. A Corte ouviu Ada com muita atenção. Ela entregou aos magistrados um parecer por escrito.

Na mesma ação, além de Maluf, a Justiça francesa condenou sua mulher Sylvia Lutfalla Maluf e o filho mais velho do casal Flávio Maluf, pelo mesmo crime. A sentença determinou ainda o confisco de 1.844.623,33 euros em contas do deputado e de seus familiares. Além disso, à família foram impostas multas que somam 500 mil euros.

Segundo a Justiça francesa, Maluf, a mulher e o filho ‘agiram em associação para ocultar a origem de recursos’ que tiveram origem em ato de corrupção e desvio de dinheiro no Brasil na época em que Maluf era prefeito de São Paulo.

Na sentença são citadas as obras do túnel Ayrton Senna e da avenida Água Espraiada, sob suspeita de superfaturamento segundo as investigações no Brasil e de onde teriam saído os valores para as contas no exterior. O parlamentar e seus familiares segundo a justiça francesa, são acusados de enviar o dinheiro dos crimes para empresas offshore e contas em bancos no exterior.

Um escritório de advocacia parisiense está encarregado da defesa de Maluf.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 16/08/2023
  • Fonte: FERVER