Corredor Verde une arte de Ruy Ohtake e sustentabilidade em SP
Relógios inéditos de Ruy Ohtake inauguram projeto sustentável e estético na Avenida Nove de Julho e Pinheiros pela JCDecaux.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 22/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A implementação do primeiro Corredor Verde em São Paulo marca um novo capítulo na infraestrutura urbana da cidade, unindo funcionalidade e alta arquitetura. Operados pela JCDecaux, líder global em mídia out-of-home, 20 novos relógios de rua com design exclusivo de Ruy Ohtake começaram a ser instalados. A iniciativa ocorre às vésperas do aniversário de 472 anos da capital paulista, transformando equipamentos funcionais em verdadeiras obras de arte a céu aberto.
Estes mobiliários vão além de informar hora, temperatura e qualidade do ar. Localizados em eixos estratégicos, como a Avenida Nove de Julho e o entorno do Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, os equipamentos consolidam o conceito de Corredor Verde na metrópole. As peças se destacam pelas curvas inspiradas na forma feminina — descritas pelo próprio arquiteto como “a lordose da Gisele Bündchen”.
Design inédito marca o novo Corredor Verde
A instalação ocorre entre janeiro e fevereiro, trazendo um modelo de poste que dialoga diretamente com a natureza. Essa característica é fundamental para a identidade visual do Corredor Verde, que busca harmonizar o concreto urbano com elementos orgânicos.
Na Avenida Nove de Julho, por onde circulam ônibus elétricos, a proposta evolui para o conceito de green furniture. Desenvolvida pela JCDecaux na França desde a década de 1990, a tecnologia permite que os postes sejam cobertos por vegetação nativa. Isso reforça o propósito sustentável do Corredor Verde, criando um microambiente mais agradável e visualmente impactante para pedestres e motoristas.
O legado de Ruy Ohtake, falecido em 2021, inclui marcos como o Hotel Unique. O desenho destes relógios data de 2012, época da licitação do mobiliário urbano.
“É um privilégio enorme levar para o espaço público um projeto inédito do Ruy Ohtake. Várias vezes, ele nos perguntou quando veria as peças instaladas. Ele pensou esse mobiliário para dialogar com a natureza e com a paisagem urbana de São Paulo”, afirma Ana Célia Biondi, diretora-geral da JCDecaux.
Contrastes arquitetônicos na paisagem urbana
Atualmente, a cidade conta com cerca de mil relógios desenhados por Carlos Bratke. A convivência entre os estilos de Bratke e Ohtake enriquece a diversidade estética do Corredor Verde e de outras regiões da capital. Enquanto o modelo de Bratke foi concebido para não interferir na paisagem, com telas que parecem flutuar à noite, a proposta de Ohtake é oposta.
O projeto visa humanizar a cidade através de curvas e da presença física do verde. Ana Célia explica a decisão de introduzir esses novos modelos agora:
- Visão Humanizada: Ohtake entendia que São Paulo necessitava de mais flores e verde.
- Poesia Descritiva: A defesa do projeto original foi feita em poesia, o que sensibilizou a comissão técnica.
- Decisão Histórica: Embora Bratke tenha vencido em 2012, houve o entendimento de que a cidade merecia receber exemplares do modelo de Ohtake futuramente.
A introdução destas peças representa a concretização desse desejo antigo. A “folha” no topo do poste e as linhas sinuosas traduzem uma visão de cidade mais acolhedora, essencial para o sucesso do Corredor Verde.
Ao integrar arte, vegetação nativa e serviço público, a JCDecaux e a prefeitura entregam um presente duradouro aos paulistanos. A fusão entre o legado de um mestre da arquitetura e a tecnologia moderna define a nova atmosfera deste Corredor Verde.