Corpo de brasileira morta na Indonésia deve chegar ao Brasil nesta quarta-feira

Família solicita nova autópsia e espera por decisão da Justiça Federal; Juliana Marins morreu após queda em trilha no Monte Rinjani

Crédito: Arquivo Pessoal

O corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, morta após sofrer uma queda em um penhasco durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, será repatriado ao Brasil nesta quarta-feira (2). A informação foi confirmada pela companhia aérea Emirates, responsável pelo traslado do corpo. O voo partirá no dia 1º de julho com destino a Dubai e seguirá para o Rio de Janeiro no dia seguinte.

Em nota, a Emirates informou que “priorizou a coordenação com as autoridades relevantes e outras partes envolvidas na Indonésia para facilitar o transporte”. No entanto, segundo a companhia, questões operacionais impediram que o envio ocorresse antes. A empresa também expressou condolências à família de Juliana, que já foi informada sobre os trâmites logísticos.

Família solicita nova autópsia no Brasil

Diante das dúvidas que ainda cercam a morte de Juliana, os familiares solicitaram uma nova autópsia a ser realizada em território brasileiro. O pedido foi feito à Justiça Federal pela Defensoria Pública da União (DPU) do Rio de Janeiro, com apoio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) da Prefeitura de Niterói.

“Com o auxílio do GGIM, acionamos a DPU-RJ, que imediatamente fez o pedido na Justiça Federal solicitando uma nova autópsia no caso da minha irmã, Juliana Marins. Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas”, afirmou Mariana Marins, irmã da jovem, por meio de uma publicação nas redes sociais. A família criou um perfil específico no Instagram para divulgar atualizações sobre o caso.

Laudo aponta múltiplos traumas e morte rápida

Em entrevista concedida na sexta-feira (27), o médico legista responsável pela análise preliminar apontou que Juliana morreu em decorrência de um trauma contundente. O impacto teria causado lesões internas e hemorragia significativa. Segundo o especialista, os indícios sugerem que a morte foi quase imediata, ocorrendo cerca de 20 minutos após o ferimento mais grave.

A investigação também indicou que, além da queda inicial durante a trilha, Juliana pode ter sofrido novas quedas no dia seguinte, uma vez que a região onde estava é íngreme e de difícil acesso. A perícia estima que o óbito tenha ocorrido entre a terça-feira (24) e a quarta-feira (25) de junho.

Entenda o caso

Juliana Marins estava na Indonésia a turismo e realizava uma trilha no Monte Rinjani, um dos destinos mais procurados por aventureiros no país. Durante a caminhada, sofreu uma queda em um penhasco. O terreno, conhecido por sua inclinação acentuada, pode ter contribuído para múltiplos acidentes consecutivos.

A jovem foi localizada sem vida, e as circunstâncias da morte ainda levantam questionamentos por parte dos familiares, que pedem mais transparência e uma segunda avaliação forense no Brasil. A expectativa agora recai sobre a chegada do corpo e a decisão da Justiça sobre a nova autópsia.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 30/06/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo