Corinthians: Empresário de André reclama de "blefe" e de proposta recusada pelo Milan
O agente criticou o fato de que o Timão, na negociação teria blefado e enviado contrapropostas fora da realidade para "não vender"
- Publicado: 02/09/2026 14:44
- Alterado: 02/09/2026 14:44
- Autor: Redação
Corinthians não fechará a venda de André Luiz com o Nottingham Forest nesta janela. Em entrevista à Energia 97, o presidente Osmar Stabile confirmou que os ingleses não responderam à contraproposta alvinegra antes do fechamento do mercado inglês — nesta terça-feira (1º), às 19h. Só que essa situação incomodou muito o entorno do jogador.
O empresário que cuida da carreira dele, Digo Silva, em entrevista ao GE, afirmou que o Corinthians não estipulou um preço para André e não se preparou para a janela de transferências. Ele também menciona a oferta do Milan, que foi rejeitada devido à má repercussão entre os torcedores.
Ele questionou a proposta recusada junto ao Milan. “Houve um erro de avaliação na proposta do Milan e vai acontecer mais vezes enquanto não houver pessoas capazes de entender como funciona o mercado europeu. O Corinthians não pode recusar um negócio de 17 milhões de euros e depois não ter ofertas nem parecidas com essa”
O agente criticou o fato de que o Corinthians teria blefado e enviado contrapropostas fora da realidade para “não vender”.
“No mundo corporativo em 2026 não existe mais o papo de pôquer, o blefe. O preço do jogador é o mercado que determina. A gente não pode se iludir fazendo comparações com outras instituições, senão o jogador nunca vai sair e o clube também não conseguirá rentabilizar e resolver seus problemas.”
Segundo o presidente Osmar Stabile, foi oferecido um valor baixo inicialmente e a ideia do clube era subir a pedida para chegar a quase R$ 150 milhões. A venda era vista como fundamental para aliviar a crise. O Corinthians precisa atingir a meta de R$ 150 milhões em vendas em 2026, além de lidar com salários atrasados e três transfer bans.
Com a janela inglesa fechada, a diretoria terá de buscar alternativas — e a Grécia surge como rota possível. O empresário Evangelos Marinakis, dono do Nottingham Forest, também controla o Olympiacos, da Grécia, e o clube grego poderia ser uma ponte.

Corinthians e seu momento financeiro
NO primeiro semestre do ano, o clube encerrou com déficit de quase R$ 250 milhões. Além disso, a dívida subiu para R$2,8 bilhões. A negociação era vista como crucial para um respiro, mas agora ficou mais complexa de acontecer, de fato.