Copom decide futuro da Selic
Entenda as implicações para a economia e inflação no Brasil
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 18/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil se reunirá nesta quarta-feira, dia 18, para deliberar sobre a continuidade do ciclo de alta da Taxa Selic, que atualmente está fixada em 14,75% ao ano, o maior patamar desde agosto de 2006. O cenário econômico apresenta uma inflação em desaceleração, mas com preços de energia ainda pressionados, o que gera divergências entre analistas quanto à possibilidade de manutenção da taxa ou um último aumento antes de uma pausa.
A Selic, que foi elevada em seis ocasiões consecutivas desde setembro do ano passado, teve um crescimento significativo ao longo desse período. Com a análise mais recente do boletim Focus, uma pesquisa realizada semanalmente com economistas do mercado financeiro, indica que a taxa básica deve ser mantida em 14,75% até o final de 2025, com previsão de início de redução em 2026.
Entretanto, uma parcela dos especialistas acredita na possibilidade de um aumento adicional para 15% ao ano. No comunicado da última reunião em maio, o Copom ressaltou que sinais de desaceleração econômica já são evidentes, sugerindo que os efeitos das elevações anteriores estão começando a se manifestar. O comitê enfatizou a necessidade de observar se os canais de transmissão da política monetária estão operando adequadamente para garantir que os aumentos da Selic impactem efetivamente a economia real.
O anúncio da decisão do Copom ocorrerá no final do dia desta quarta-feira. Desde que a taxa atingiu 10,5% entre junho e agosto do ano passado, houve um aumento gradual que incluiu elevações sucessivas de 0,25 ponto percentual, 0,5 ponto e três vezes de 1 ponto percentual, além de outra alta de 0,5 ponto.
Em relação à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou uma desaceleração significativa nos últimos meses, registrando um aumento de apenas 0,26% em maio e acumulando uma variação anual de 5,32%. Os dados mais recentes do boletim Focus também indicam uma queda nas expectativas inflacionárias para 2025, passando de 5,5% para 5,25%, embora essa cifra ainda esteja acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% para este ano.
A Taxa Selic é um elemento fundamental nas operações financeiras do país e atua como referência para as demais taxas cobradas na economia. O Banco Central utiliza esse mecanismo para controlar a inflação por meio da regulação da oferta monetária. Aumento na Selic tem como objetivo conter uma demanda excessiva e pode resultar na elevação dos custos dos empréstimos e na promoção da poupança. Essa dinâmica pode limitar o crescimento econômico. Contudo, os bancos também consideram outros fatores ao determinar suas taxas de juros.
Por outro lado, a redução da Selic tende a baratear o crédito e estimular tanto o consumo quanto a produção, contribuindo assim para um controle mais eficaz da inflação e incentivando atividades econômicas. O Copom realiza reuniões a cada 45 dias onde são discutidas as condições econômicas atuais e as perspectivas futuras antes da definição da taxa.
Desde janeiro deste ano está em vigor um novo sistema de meta contínua para a inflação. De acordo com essa metodologia estabelecida pelo CMN, a meta é fixada em 3%, com uma margem de tolerância de até 1,5 ponto percentual. Isso significa que a inflação deve permanecer entre 1,5% e 4,5%. A avaliação é feita mensalmente considerando o índice acumulado nos últimos 12 meses.
No último Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central no final de março, a previsão era que o IPCA encerrasse 2025 em torno de 5,1%, embora essa estimativa possa ser ajustada dependendo das flutuações no câmbio e nos índices inflacionários. Um novo relatório será apresentado no final deste mês.