Copa Feminina 2027 será marco para mulheres, diz André Fufuca

Ministro do Esporte projeta evento histórico no Brasil focado no combate à violência e no fortalecimento feminino para além dos gramados.

Crédito: Diego Campos/Secom-PR

A Copa Feminina 2027 chega ao Brasil com a missão de transformar não apenas o esporte, mas também o tecido social do país. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro nesta quarta-feira (12), o titular da pasta do Esporte, André Fufuca, reforçou que o evento transcende as quatro linhas.

Com a contagem regressiva marcando 500 dias para o início do torneio, o governo federal intensifica os preparativos para sediar a primeira edição do mundial na América do Sul. A competição contará com 32 seleções e terá seu pontapé inicial em 24 de junho do próximo ano.

O ministro destacou que a organização do evento carrega um compromisso direto com a valorização da mulher em todas as esferas da sociedade.

Legado social da Copa Feminina 2027

Para o governo, o impacto deste mundial deve superar os recordes esportivos e deixar uma herança duradoura de igualdade de gênero. A Copa Feminina 2027 foi desenhada estrategicamente para funcionar como uma plataforma de combate ao feminicídio e à violência doméstica.

Segundo Fufuca, a determinação do presidente Lula é clara: o evento deve exaltar as mulheres que constroem o Brasil diariamente, sejam elas atletas ou não.

“O primeiro legado que a gente passa em relação à Copa do Mundo feminina é o fortalecimento das mulheres. É determinação do presidente Lula que a Copa do Mundo seja palco não apenas do futebol, mas palco das mulheres que não estão nos gramados. […] Nós queremos passar ao mundo que a Copa do Mundo será um palco de combate ao feminicídio, à violência contra a mulher e, principalmente, ao fortalecimento delas.”

Potencial turístico e infraestrutura

A projeção econômica é outro pilar fundamental deste planejamento. Ao comparar com a edição anterior realizada na Nova Zelândia, um país geograficamente isolado que recebeu três milhões de turistas, Fufuca demonstra otimismo com os números brasileiros.

O Brasil possui fronteiras extensas e uma cultura de receptividade que favorece o fluxo de visitantes. Diferente de eventos passados, a Copa Feminina 2027 encontra um cenário de infraestrutura consolidada. O ministro assegura que não há preocupações com a base logística, hoteleira ou esportiva, pois os estádios já estão prontos.

Cidades-sede confirmadas

Os jogos serão distribuídos em oito capitais, garantindo abrangência nacional:

  • Belo Horizonte
  • Brasília
  • Fortaleza
  • Porto Alegre
  • Recife
  • Rio de Janeiro
  • Salvador
  • São Paulo

Governança e identidade visual

Para garantir a execução impecável do projeto, foi criado o Comitê Gestor da Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA 2027 (CGCOPA). Esta estrutura integra 23 ministérios e atua em parceria direta com a FIFA e uma Secretaria Extraordinária dedicada.

Além da gestão, a identidade do evento já ganha forma. A FIFA divulgou recentemente ilustrações exclusivas assinadas por artistas brasileiras para representar as cidades-sede. As obras conectam a Copa Feminina 2027 à arte urbana e à cultura local, reforçando o papel do Brasil como anfitrião.

O governo também discute a Medida Provisória nº 1.335, focada na proteção da propriedade intelectual e no combate ao marketing de emboscada. Com o esforço conjunto de diversas pastas e a estrutura física garantida, o Brasil se posiciona para realizar a melhor Copa Feminina 2027 da história.

  • Publicado: 03/02/2026
  • Alterado: 03/02/2026
  • Autor: 11/02/2026
  • Fonte: Michel Teló