Copa do Mundo deve impulsionar pequenos negócios na Baixada
Comerciantes paulistas elaboram promoções e produtos temáticos para atrair clientes e alavancar a receita durante o torneio de futebol.
- Publicado: 10/06/2026 12:25
- Alterado: 10/06/2026 12:25
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Sebrae-SP
A Copa do Mundo impactará diretamente o faturamento de 791 mil pequenos negócios no Estado de São Paulo. O torneio ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Uma pesquisa do Sebrae-SP mapeou o mercado e confirmou a organização antecipada do comércio de rua e de serviços.
O público afetado engloba 698 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) e 93 mil micro e pequenas empresas. O campeonato estimula a base da economia paulista de forma imediata. As estatísticas mostram que 74% dos empresários preparam ações específicas e 24% pretendem estruturar táticas nas próximas semanas. Apenas 2% descartam campanhas.
A elaboração de combos temáticos lidera a preferência e concentra 50% dos lojistas. Outros 44% pretendem adaptar serviços inspirados na Copa do Mundo. A presença digital reflete a mudança no planejamento estratégico, com 38% dos entrevistados intensificando publicações nas redes sociais e investindo em marketing direto.
Estratégias na Baixada Santista para a Copa do Mundo
Os comerciantes litorâneos aceleraram a programação visual e as adequações de infraestrutura. O bar Stand IPA, localizado em Praia Grande, direcionou aportes para o entretenimento sonoro e tecnológico. O espaço instalou uma tela de 75 polegadas e contratou músicos locais para acompanhar a transmissão dos jogos.
“Vou fazer algumas brincadeiras com o público presente, como apostas esportivas no primeiro jogo. A ideia é: o Brasil fez um gol, você ganha uma breja”, explica Vander Luiz de Jesus Lourenço, proprietário do estabelecimento. Ele descarta mudanças no cardápio inicial da Copa do Mundo e concentra o engajamento na interatividade com os torcedores.
Ganhos potenciais e obstáculos operacionais
O avanço nos negócios registrado na edição de 2022 embasa as projeções de lucro dos empreendedores de diversos segmentos. O crescimento prático de vendas do período anterior incentiva novos investimentos na estrutura do varejo, justificando as reformas de fachada e os aportes em estoque.
“O fato de apenas 4% não notarem resultados relevantes comprova que as estratégias adotadas geraram impactos positivos”, afirma Felipe Ferreira de Barros, coordenador de pesquisas do órgão paulista. Ele atesta a viabilidade da Copa do Mundo para impulsionar nichos distintos com planejamento e criatividade além da área de alimentação fora do lar.
As metas comerciais envolvem o aumento direto do volume de clientes, citado por 26% dos entrevistados, e a expansão do faturamento geral, aguardada por 19%. A conquista de consumidores inéditos mobiliza 16% dos gestores operacionais. Os lojistas lidam com restrições financeiras severas para garantir essas taxas. O avanço repentino nos custos de mercadorias atinge 28% da categoria.
A concorrência elevada e a pressão das marcas de grande porte preocupam 27% dos empresários locais. O comércio regional depende de inovação contínua para sobreviver ao mercado acirrado, fidelizar clientes de bairro e garantir lucratividade real até o final da atual edição da Copa do Mundo.