Copa do Mundo 2026: Fifa assegura que torcedores terão acesso aos EUA
Fifa busca tranquilizar torcedores em meio a restrições migratórias
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 31/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou neste sábado (31) que estrangeiros não terão dificuldades para entrar nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. O torneio será disputado em conjunto por EUA, México e Canadá. A declaração ocorreu após reunião do Comitê Executivo da Confederação Africana de Futebol, em Nairóbi, no Quênia.
Segundo o dirigente, a entidade trabalha para assegurar que todos os torcedores possam acompanhar o Mundial. “Todos serão bem-vindos no Canadá, no México e nos Estados Unidos na Copa do Mundo do próximo ano. Estamos trabalhando exatamente para isso”, declarou.
Clima de tensão com medidas do governo Trump
As falas de Infantino surgem em meio às restrições migratórias impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Desde que Marco Rubio assumiu o Departamento de Estado, há sete meses, mais de 6 mil vistos de estudantes foram cancelados. Além disso, às vésperas da Assembleia-Geral da ONU, o governo dos EUA revogou vistos de integrantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina, em meio às negociações envolvendo a guerra Israel-Hamas.
No Brasil, a embaixada norte-americana chegou a emitir um alerta para que interessados em acompanhar a Copa solicitem o visto com antecedência, reforçando a preocupação de torcedores diante do cenário político.
Copa terá maioria dos jogos em solo americano
A edição de 2026 será a maior da história, com 48 seleções. Do total de 16 estádios escolhidos, 11 ficam nos Estados Unidos, incluindo todas as partidas a partir das quartas de final.
Infantino lembrou que, recentemente, o país já recebeu a Copa do Mundo de Clubes, sem registro de incidentes relacionados à entrada de estrangeiros. “Na Copa de Clubes, tivemos torcedores de 164 países, sem nenhum problema. O processo de vistos será tranquilo e permitirá que as seleções venham com suas torcidas”, garantiu o presidente da Fifa, que mantém relação próxima com Trump.